Terceirenses “têm de acreditar mais em si próprios”

RendeiroO candidato do PSD/Açores, pelo círculo eleitoral da ilha Terceira, às eleições legislativas de outubro, entende que tem faltado, aos terceirenses, “acreditar, mais um pouco, em si próprios”.

“Temos, por vezes, a ideia de olhar para fora quando devíamos olhar para dentro. A Terceira é a segunda maior realidade social e económica dos Açores. Temos todas as condições para sabermos valer a nós próprios”, afirmou Luís Rendeiro a um canal televisivo local da Internet, o Kanal das Doze.

O número três da lista social democrata considerou, analisando a atual situação político-social da ilha, que o terceirense “é conservador, tal como todos os açorianos, que não faz muitas mudanças”.

“Agora, há um conjunto de problemas, que estão perfeitamente diagnosticados, coisas que precisam de ser resolvidas na nossa terra, quanto à nossa importância, quanto ao nosso desenvolvimento, quanto às nossas infraestruturas, quanto à capacidade de gerar riqueza e emprego para os nossos jovens aqui, que não está a acontecer, e temos, nestas eleições, uma oportunidade, de fazer aqui uma viragem”, salientou o candidato.

O presidente da concelhia social democrata de Angra do Heroísmo considerou que, hoje, “procura-se refrescar a sociedade” e que após 20 anos de governação socialista “já está na hora de se encontrar novas soluções”.

“Novas soluções só se encontram com novos protagonistas”, frisou.

O atual deputado entende que “ninguém se candidata para fazer tábua rasa do passado”, admitindo que “muita coisa foi bem feita”.

“O que queremos é mexer nos setores da sociedade e da economia, que, objetivamente, estão estagnados, que impedem, neste momento, a Terceira de crescer, de ter dinâmicas próprias, e de criar um futuro para aqueles que aqui estão, que aqui vivem, e, sobretudo, para as novas gerações”, afirmou.

Luís Rendeiro realçou que “é preciso adequar o discurso político para o combate à pobreza”.

“O discurso político para a pobreza convencional mantem-se atual como sempre, porque ela aprofundou-se, basta ver pelos números dos subsídios de desemprego e do Rendimento Social de Inserção”, disse, mas realçou que “há um novo tipo de pobreza”.

“Aqueles que já tiveram uma empresa, um negócio, e que, pela crise, se viram obrigados a falir, a despedir, a dever, que nunca antes tinham passado por essa situação. Temos a pobreza daqueles que, estando reformados ou aposentados, tiveram de voltar a receber os filhos em casa, porque estes se viram privados do seu emprego, ou da sua atividade profissional”.

Sobre os programas ocupacionais criados pelo Governo Regional, o candidato considera que estes “devem ser um meio e não um fim”.

“São medidas que, em tempo de crise, ajudam muita gente, permitindo a sua entrada no mercado de trabalho, compensando uma situação transitória, mas a solução não é por aí. Quem governa deve utilizar essas ferramentas para utilizar de forma transitória, mas criando políticas que criem emprego legítimo e permanente. Estas medidas não foram más, a forma como têm sido utilizadas é que não é a mais correta”, constatou.

Luís Rendeiro destacou a melhoria das acessibilidades à Terceira, aproveitando as potencialidades do porto da Praia da Vitória e da Base das Lajes, como motor do desenvolvimento económico da ilha.

“Os governos do PSD construíram o porto da Praia e os do PS não o conseguiram dinamizar, criando atividade. É uma infraestrutura enorme, com muita potencialidade, que continua à espera de uma governação que ali aposte, criando os devidos mecanismos de incentivo, aproveitando um conjunto de negócios e potencialidades que passam, ao largo desta ilha, em navios, e que podiam aqui encontrar um conjunto de serviços de apoio, numa estrutura portuária como as que existem em vários lugares, por esse mundo fora”, lamentou.

 

 

 

 

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