PSD entende que “não existem alternativas” à demissão da diretora regional Suzete Frias

O líder do grupo parlamentar do PSD/Açores entende que “não existe outra alternativa” à diretora regional de Prevenção e Combate às Dependências a não ser apresentar a sua demissão, ou então, que tivesse sido demitida pelo Governo.

“Não é razoável, nem aceitável, que a diretora regional da Prevenção e Combate às Dependências não se tenha demitido. Muito menos é aceitável que, não se tendo demitido, não tenha sido demitida pelo presidente do Governo”, criticou Duarte Freitas.

O social democrata, ressalvando nada ter contra a senhora em causa, disse não compreender também que o governo socialista tenha omitido o relatório da auditoria feita pela Inspeção Regional da Saúde, que denuncia a existência de “irregularidades” que, no seu entender, “violam os padrões de ética e de moral”.

“Acuso, repito, acuso o senhor presidente do Governo de ser o responsável por esta situação indigna”, apontou o líder regional do PSD, que entende que Vasco Cordeiro “é o responsável primeiro e o beneficiário número um” de um regime “que se julga impune e que tudo pode”.

Vasco Cordeiro respondeu diretamente às acusações dos social democratas, afirmando que não reconhecia a Duarte Freitas “legitimidade moral” para lhe dar conselhos nesta matéria.

O presidente do Governo dos Açores não reconheceu existirem “ilegalidades” ou “imoralidades” no caso da associação ARRISCA, lamentando que o PSD tenha “aproveitado esta pequenina história” e a tenha envolvido num “manto de meias verdades e de mentiras”, para poder apresentá-la no parlamento dos Açores “como o grande problema”, apenas com o intuito de atingir a atual diretora regional.

Os restantes partidos da oposição — CDS, BE, PCP e PPM — também corroboram as críticas do PSD em relação a este caso, considerando não fazer sentido que não haja conclusões nem consequências em relação a este episódio.

“Isto é inadmissível”, lamentou Paulo Estevão, do PPM, para quem a ex-presidente da ARRISCA beneficiou de um “privilégio evidente” enquanto coordenadora da instituição.

“Isto é vergonhoso! Isto é um escândalo!”, acrescentou Artur Lima, deputado do CDS, para quem este episódio é, no mínimo, “pouco ético e moral”.

Também António Lima, do BE, considerou que o relatório da auditoria à ARRISCA “envergonha” a todos, lamentando que não haja “limites” nos ordenados praticados nas instituições financiadas por dinheiros públicos.

João Paulo Corvelo, do PCP, também não compreende que em instituições de solidariedade social não haja dinheiro para pagar horas extraordinárias aos funcionários, mas ao mesmo tempo se pratiquem vencimentos elevados para os dirigentes.

Só o PS entende que este debate não faz sentido e que não passa de uma tentativa de “linchamento político e de caráter” de uma diretora regional com um intuito “político”.

 

 

 

 

Foto: JEdgardo Vieira

Lusa/+central

 

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