“Não existe uma ação direta” sobre o PREIT no Orçamento de Estado para 2017

António VenturaO deputado do PSD/Açores, na Assembleia da República, lamentou hoje, novamente, que não se visualize no Orçamento de Estado (OE) para 2017 “os mais de 300 milhões de euros da responsabilidade da República no Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira (PREIT).

“Mais uma vez, o que foi prometido sobre o PREIT não corresponde ao que existe na proposta do OE 2017. Neste OE existe uma referência em palavras, mas não existe, na mesma medida, uma ação direta com dinheiro”, refere António Ventura, numa reação ao documento entregue na Assembleia da República.

O parlamentar recorda que o OE 2016 “não tinha qualquer dotação financeira”, isto depois de em campanha eleitoral o PS/Açores “ter várias vezes assumido que a parte da responsabilidade da República era para cumprir”.

O Artigo 141.º da Proposta de Lei do OE para 2017 refere que “O Governo executa o Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira”.

No entender de António Ventura, nesta referência “a questão é, também saber, como o Governo executa sem dinheiro”.

“Será que vai ser criado mais um novo imposto para pagar o PREIT? Até porque este OE assume uma austeridade que o anterior Governo estava a remover. A este momento os Portugueses deveriam estar a pagar menos impostos e não a pagar novos impostos”, constata o deputado.

O social democrata frisa que no documento “taxa-se tudo o que mexe”, considerando que isto acontece porque “as metas económicas falharam”.

“Portugal, em 2016, não está a crescer economicamente, os investidores não querem investir em Portugal e as exportações estão a cair. Este OE afugenta os investidores e distribui riqueza que não existe”, enfatiza António Ventura, acrescentando que “já se percebeu que este é um Orçamento do `curto prazo´, ou seja, a pensar na sobrevivência politica de António Costa e do PS e a marimbar-se para a sustentabilidade do país”.

“Um OE a pensar nas eleições autárquicas”, refere.

Para o deputado açoriano, “este Governo prometeu facilidades que não podia cumprir”, lembrando que, “mais uma vez, se verifica que as vastas promessas são muito diferentes da prática”, apontando que a dimensão dos anúncios deste Governo sobre o PREIT “não encontra equiparável na sua realização”.

“Este é um Governo que cria a ilusão, faz de conta e alimenta expetativas aos Açorianos, especialmente aos Terceirenses, que não se concretizam. No inicio do mandato tudo era fácil, exequível e rápido de implementar. Agora, e passados dez meses de governação, a realidade é outra: tudo espera, se analisa e se atira para a frente, na tentativa de ganhar tempo”, afirma Ventura.

Para o, também, presidente da Comissão Política de Ilha do PSD na Terceira, estas “são atitudes que contribuem para o aumento da abstenção em atos eleitorais”, dando como exemplo o que ocorreu recentemente nas eleições regionais “onde se assistiu a um nível de participação muito baixo”.

“O PS continua a dar um mau exemplo na governação na República e nos Açores. Este mau exemplo descredibiliza a atividade politica e afasta os cidadãos da politica”, conclui.

 

 

 

 

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