Dever de cidadania: votar — Opinião de Paulo Teixeira

TeixeiraA escolha de candidatos para listas é sempre um momento sensível na vida de um partido político. Dificilmente é do agrado de todos e deixa pessoas magoadas e desiludidas com as escolhas, ainda que depois, para alguns, sejam “aprovações por unanimidade e aclamação” – há sempre descontentes e mal entendidos.

No partido que milito, também se construiu com entendimentos e desentendimentos o que é normal no PSD. Pode-se e deve-se discutir, se o processo para chegar a uma lista de ilha é o melhor. Eu entendo que não e quero contribuir para alterar. Há coisas que não se mudam de um para outro dia.

As lutas e oportunidades na política nascem, morrem e renascem em ciclos que se repetem. Aos menos satisfeitos gostaria de lembrar, também, que já me senti magoado e frustrado. Não foi segredo as lutas que travei nos últimos 4 anos por ideias diferentes. Não ganhei e não desisti. Nunca lutei contra pessoas mas em favor daquilo que acreditava que era o melhor para o PSD. Aliás nem consigo conceber a ideia de perder amizades por causa da política. Separo e preservo a amizade da discordância de ideias.

De uma forma geral todos os partidos tem formas de controlar o seu poder. É essa amarra que tem de ser solta. Não é por mudar de partido que as coisas mudam. Entendo que é dentro que se luta para mudar mentalidades e “modus operandi”. Continuo a lutar pela ideia da necessidade das pessoas terem condições de se envolver nos partidos e poderem escolher directamente quem as serve sem serem instrumentalizadas.

As eleições são um tempo de votar pela razão certa. Somos mais do que uma claque de uma equipa de futebol que se apoia mesmo quando joga mal. Somos cidadãos que nas eleições tem oportunidade de usar o poder, que não tem ao longo de um mandato e avaliar a governação, expressando o nosso voto.

Em primeiro lugar é importante que todos votem. É o momento de afirmar a cidadania e votar em consciência. Qual é o valor real de uma votação em que mais de metade da populaça não vai votar? Em que uma maioria de uma minoria fica a governar?

Em segundo lugar o voto deve ser a opinião de cada: “cada cabeça a sua sentença”. O voto não deve ser usado como moeda de troca de um favor por outro. O voto deve ser a assinatura num contrato que se faz com quem se candidata.

Perdendo ou ganhando, todos os votos tem expressão e devem ser respeitados. É por essa razão que todos temos o dever de votar.

 

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