Avaliação ao ProSucesso concluída no final do ano letivo

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A avaliação externa ao programa educativo dos Açores ProSucesso será feita pela Universidade dos Açores e deve terminar no final deste ano letivo, permitindo aplicar uma nova estratégia no próximo ano, anunciou a secretária regional da Educação.

O Plano Integrado de Promoção do Sucesso Escolar – ProSucesso é uma iniciativa criada em 2015, pelo anterior Governo socialista, que, desde “então, não teve qualquer avaliação externa”, destacou Sofia Ribeiro.

Em conferência de imprensa, Sofia Ribeiro anunciou que o Governo Regional já estabeleceu um contrato de cerca de 13 mil euros com a Universidade dos Açores, com “incidência no domínio da investigação operacional”, que “garante a cientificidade e a isenção a todo o processo de avaliação externa do ProSucesso”.

“O nosso objetivo é aferirmos da qualidade do programa, para podermos limar e requalificar aqueles pontos que sejam necessários”, afirmou.

O estudo coordenado por João Cabral deve estar terminado no final de julho e “é baseado num modelo matemático de avaliação do ProSucesso, permitirá ter uma avaliação holística, mas também com base numa avaliação de cada componente”, explica a responsável pela tutela.

Com este prazo, o executivo conta ter “todos os elementos necessários para que, no próximo ano escolar”, se possa “arrancar com uma estratégia para a educação em atinência com esta avaliação externa”.

Este modelo “permitirá a construção de alternativas exequíveis, abrindo caminho para a transformação segura do projeto alvo, não prejudicando o investimento que já foi realizado em termos de tempo docente e em momentos de aprendizagem”, frisou João Cabral, coordenador do estudo.

Já tinha sido anunciado, em 2019, que o programa ProSucesso seria alvo de avaliação externa, por uma equipa contratualizada pela anterior tutela, “contudo, no final do ano passado, essa equipa disse que não tinha condições para continuar esse trabalho”, avançou Sofia Ribeiro, esclarecendo que se tratava de um “modelo completamente diferente, muito mais alongado no tempo”.

O processo anterior não avançou, explicou essa equipa, porque, devido à pandemia, não foi possível ir às escolas, por não ter sido possível recolher, junto da secretaria regional, os dados sociológicos necessários “e porque o próprio programa ProSucesso, ao longo de todos estes anos, tendo sofrido profundas alterações à sua estrutura, já não permitia seguir um modelo de avaliação que tinha sido montado para uma estrutura inicial”, concretizou a governante.

Decorre, paralelamente, uma avaliação a este programa por parte do Tribunal de Contas.

Lusa/+central

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