AQUAZOR aguarda licenciamento para investigação e desenvolvimento de aquacultura nos Açores

faialA empresa Aquazor – Aquicultura e Biotecnologias Marinhas dos Açores, aguarda licenciamento, do Governo Regional, para a instalação de unidades de investigação e desenvolvimento de aquacultura em São Miguel, Terceira e Faial.

Segundo o jornal Açoriano Oriental, a empresa do grupo Finançor, prevê que durante uma primeira fase sejam testadas várias espécies, durante dois a três anos, com o objetivo de avaliar a viabilidade de um projeto de aquacultura nos Açores.

Este programa de investigação pretende recolher dados sobre as espécies que melhor se adaptam à Região, mas também identificar os melhores locais para a implementação de uma estrutura de maiores dimensões de aquacultura.

O projeto prevê que seja estabelecida uma ligação próxima com o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, mas também com os pescadores das localidades próximas das zonas de colocação das jaulas para a criação de peixes em aquacultura.

No caso da ilha de São Miguel a estrutura deverá ser colocada ao largo da Ribeira Quente, envolvendo a comunidade piscatória local, que será envolvida no projeto para garantir a alimentação dos peixes e verificar, através de mergulhadores, as condições de segurança e manutenção das jaulas.

O mesmo projeto será desenvolvido junto às freguesias do Porto Martins, na ilha Terceira e na zona da Feteira/Castelo Branco, na ilha do Faial.

A empresa Aquazor pretende ainda avançar com um projeto para a produção de algas.

As experiências vão ser realizadas em cinco ilhas: São Miguel, Graciosa, Faial, São Jorge e Flores com o objetivo de lançar as bases para a produção de algas na região.

As cinco estruturas experimentais para a produção de agrofitas terão cada uma um hectare de área (100 metros por 100 metros), e serão colocadas a uma profundidade de cinco metros para evitar obstáculos à circulação de barcos de pescas.

Vão ser testadas cerca de 20 espécies de algas autóctones dos Açores e as estruturas experimentais podem também testar as condições de mar ao largo das diferentes ilhas da Região.

Caso o projeto se mostre sustentável podem ser montadas estruturas de produção comercial, com capacidade para produzirem cerca de 500 toneladas, por estrutura, durante um ano.

Os pescadores podem ser reconvertidos para trabalharem nestas estruturas.

 

 

 

 

Foto: Direitos Reservados

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