Jul 11 2016

Zuraida Soares encontra “promiscuidade” na tentativa de salvação do Banif

ZuraidaA coordenadora regional do Bloco de Esquerda Açores considera que existe uma “promiscuidade” entre o setor bancário e os principais partidos portugueses — PS, PSD e, ultimamente, CDS.

Referindo-se concretamente ao caso do Banif, Zuraida Soares aponta que o processo “não foge à regra das trapalhadas” que normalmente carateriza a salvação de bancos.

Numa primeira fase, escreve a dirigente, assistimos à ocupação de lugares de referência de figuras gradas ao PSD/Madeira. Depois, assistimos à entrada de figuras políticas, quer do PSD, quer do PS nacional, critica, sublinhando há um “cruzamento de interesses” desde diversas empresas, “até ao tacho puro e duro”

“Não será esta a principal razão para tanta dificuldade, no apuramento da verdade, sobre os negócios escuros da banca? Não estará aqui uma das principais responsabilidades, para o quadro negro a que chegámos?”, questiona a deputada da Assembleia dos Açores, respondendo de seguida que sim, lançando outra questão:

“Que interesses permitiram que este processo andasse a marinar, durante 3 anos, para depois a Comissão Europeia obrigar à venda, por tuta e meia, ao gigante Santander?”

Para a bloquista, se no passado, assistimos em Portugal à promiscuidade entre finanças e políticos, hoje assistimos “ao mesmo espetáculo”, mas ao nível da Europa. “De comum, o facto de o dinheiro ter a mesma origem: o povo português”, frisa.

“A Comissão Europeia e, até, PS, PSD e CDS, aprovaram a venda ao Santander. Aqui temos, mais uma vez, os interesses dos grandes, no comando!”, analisa a deputada. É mais do que urgente pôr ordem em tudo isto, finaliza a bloquista.

 

 

 

NAM/+central

 

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