Vítor Silva critica “ausência” do Governo dos Açores no acompanhamento da situação laboral na Base das Lajes

O coordenador regional do PCP/Açores criticou hoje “ausência” do Governo regional na questão laboral na Base das Lajes, lamentando que, após 2015, o executivo açoriano nunca mais se importou em acompanhar a situação.

“Na questão laboral, os problemas persistem, tal como a insegurança e a qualquer momento poderão surgir mais despedimentos. Aliás, esta é uma preocupação da própria Comissão Representativa dos Trabalhadores da Base das Lajes”, adiantou Vítor Silva, em conferência de imprensa realizada em Angra do Heroísmo.

No entender do comunista açoriano, o Estado português deveria ter assegurado um contingente mínimo de três funcionários portugueses por cada militar norte-americano, num número nunca inferior a 450, para garantir que não se verificavam novos despedimentos, porque os postos de trabalho são “a única contrapartida efetiva”, para a Região, da utilização daquela infraestrutura pelos Estados Unidos da América, reivindicando a “renegociação do Acordo de Cooperação e Defesa”.

“Os norte-americanos, neste momento, estão numa situação extremamente favorável. Como não foi salvaguardado um contingente mínimo, permitem-se proceder a despedimentos quando bem entenderem”, apontou.

O dirigente comunista frisou que apesar da redução do contingente laboral, “o serviço continua igual”, o que faz com que cada trabalhador desempenhe funções anteriormente atribuídas a três funcionários.

Segundo Vítor Silva, as promessas dos EUA de mitigar o impacto social e económico da redução militar na base das Lajes “não passaram de palavras vãs”, por isso Portugal deve reivindicar a renegociação do Acordo de Cooperação e Defesa, assumindo uma postura de “maior firmeza e exigência”.

“Apelamos a uma outra atitude e coragem política para exigir a imediata reavaliação da presença norte-americana nas Lajes, elaborando um estudo comparativo para usos alternativos daquela infraestrutura, para que de forma transparente possam ser contabilizadas as vantagens e desvantagens da presença dos EUA na base das Lajes, devendo ser exigida a sua retirada integral, caso se verifique que as vantagens da presença do contingente norte-americano se mostrem inferiores às dos usos alternativos”, frisou.

O coordenador do PCP/Açores criticou ainda a “falta de articulação” entre o Governo regional e o Governo da República e defendeu a “necessária e urgente descontaminação dos solos da ilha Terceira”.

 

 

 

 

 

Lusa/+central

 

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