Transferência do Laboratório Regional de Veterinária considerado como “objetivo central”

O secretário regional da Agricultura e Florestas afirmou ontem que a conclusão do processo de transferência do Laboratório Regional de Veterinária “é um objetivo central”.

Referindo-se aos investimentos na agricultura na ilha Terceira, João Ponte afirmou, na abertura das X Jornadas Agrícolas da Praia da Vitória, que “além das obras a decorrer no Matadouro, a segunda fase do Parque de Exposições, um investimento superior a quatro milhões de euros, a conclusão do processo de transferência do Laboratório Regional de Veterinária é um objetivo central”.

O governante considerou estratégico para o setor agrícola e agroindustrial continuar a dotar o Laboratório Regional de Veterinária com meios humanos e técnicos que permitam ampliar a capacidade de resposta, responder às necessidades da Região e reduzir o recurso a laboratórios fora dos Açores.

Quanto à diversificação agrícola, o secretário regional garantiu que a Região ainda tem margem para crescer, podendo reduzir, ainda mais, as importações de hortícolas e de algumas frutas.

“Importa reforçar a organização da produção de modo a ganhar escala e poder negocial e fomentar as produções, de forma planeada, mais ajustadas às capacidades produtivas de cada ilha e à procura dos mercados”, afirmou.

Nesse sentido, assegurou que os agricultores “podem contar com Governo Regional para continuar a apoiar tecnicamente e para reforçar a formação, que será adaptada às necessidades dos produtores”.

O titular da pasta da Agricultura adiantou que, em estreita articulação com as organizações de produtores, pretende-se “realizar um estudo que identifique as necessidades de consumo e de importação da Região, por forma a criar mecanismos de ajuste da produção regional, com o objetivo de reduzir ainda mais as importações e de melhorar o rendimento dos produtores”.

No âmbito da diversificação, a produção biológica assume-se cada vez mais como uma oportunidade e que importa aprofundar. Neste sentido, o Governo dos Açores vai desenvolver, em conjunto com os operadores, a Universidade dos Açores e especialistas do setor, um plano para a pecuária e agricultura biológica.

João Ponte anunciou ainda que, em abril, será iniciado “um processo de auscultação sobre o POSEI com as associações representativas do setor”, tendo em vista refletir sobre o que se pretende para o futuro, nomeadamente “se mantemos o cenário atual, em que algumas ajudas têm rateios superiores a outras, ou se uma solução mais equitativa”.

“A única certeza que temos é que, no final do atual quadro comunitário, a dotação do POSEI não será alterada”, frisou.

Neste processo de auscultação, o Secretário Regional considera que também se deve refletir sobre o PRORURAL+.

“Como é público, as medidas de apoio ao investimento têm os seus plafonds com elevadas taxas de compromisso”, salientou.

“De duas uma, ou mantemos a situação atual ao nível de taxas de cofinanciamento e montantes máximos de investimento, e rapidamente as verbas serão esgotadas, ou, em alternativa, reduzimos as taxas e os montantes máximos de investimento, por forma a que os fundos comunitários ainda disponíveis cheguem a mais agricultores”, afirmou João Ponte.

 

 

 

 

Foto: GRA

GaCS/+central

 

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