TERINOV: centro de dados de monitorização do espaço arranca em junho

Mike Maciel

O centro de dados de monitorização de objetos no espaço, sediado na ilha Terceira, nos Açores, e integrado no centro nacional de operações SST (Space Surveillance Tracking), deverá iniciar atividade em junho, segundo o executivo açoriano.

“O Terinov está previsto começar em funcionamento, já com as empresas instaladas, a partir de abril. Por outro lado, a partir de junho temos a estimativa de ter o SST, que é um programa mais de índole espacial”, adiantou o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores, Gui Menezes.

O governante falava, em Angra do Heroísmo, em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita ao parque de ciência e tecnologia da ilha Terceira, Terinov, em que participou o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Portugal integra um consórcio europeu criado em 2014 para garantir a monitorização do espaço europeu.

Nos Açores, além do centro de dados, que ficará localizado na ilha Terceira, está prevista a construção de um ‘site’ radar na ilha das Flores, enquanto no arquipélago da Madeira, no Pico do Areeiro, deverá ser instalado um ‘site’ ótico.

Em junho de 2018, o então ministro da Defesa, Azeredo Lopes, numa visita ao Terinov, disse que o centro de dados deveria entrar em funcionamento até ao primeiro trimestre de 2019.

Manuel Heitor disse hoje que o projeto está ainda numa “fase inicial”, mas que deverá ter maior desenvolvimento no próximo quadro comunitário de apoio, com os futuros programas europeus para o Espaço e para a Defesa.

“É um projeto que está a começar em toda a Europa e é um desafio muito grande e que mostra mais uma vez o potencial da localização estratégica dos Açores, para darmos relevância a uma área que cada vez vai ser mais importante na criação de emprego, que são as tecnologias e ciências do espaço aplicadas à observação da Terra”, frisou.

Também o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia considerou que os Açores são uma região “estratégica” em algumas áreas científicas e tecnológicas, atendendo à sua localização e recursos.

“Ainda existe um potencial de descoberta muito grande e um potencial de conhecimento muito grande, que temos de aproveitar”, apontou.

No dia em que tomou posse o novo diretor do Air Centre – Centro Internacional de Investigação do Atlântico – com sede na Praia da Vitória, Gui Menezes salientou a possibilidade de se criarem sinergias entre o Air Centre e o Terinov, mas também com o projeto Terceira Tech Island, que pretende atrair empresas ligadas às novas tecnologias para a ilha.

“No fundo o que se pretende é que haja aqui a possibilidade de haver parcerias em todos estes projetos que estão agora a desenvolver-se, para que possamos ter um aproveitamento do conhecimento que é gerado pela ciência e pela tecnologia, no desenvolvimento da nossa região”, reforçou, alegando que as empresas internacionais “já olham para os Açores como uma fonte de recursos humanos qualificados” em determinadas áreas.

Lusa/+central

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