Taxa de desemprego volta a aumentar na Região Autónoma dos Açores

Após vários trimestres em continuada descida, o número de desempregados nos Açores voltou a aumentar no quarto trimestre de 2017.

Segundo os dados publicados pela Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego aumentou 0,1 pontos percentuais na Região, nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2017, situando-se agora nos 8,3%, apresentando-se superior à média nacional.

Em reação a estes dados hoje publicados, o Governo dos Açores prefere destacar o “crescimento muito acentuado” do emprego em 2017, sendo este valor o “mais elevado dos últimos 10 anos”.

“No segundo semestre deste ano atingiu-se o valor de açorianos empregados mais elevado dos últimos 10 anos, o que dá bem nota da trajetória, por um lado, do crescimento do emprego e, por outro, também de uma redução bastante consistente do desemprego”, frisou hoje Sérgio Ávila.

Também os Trabalhadores Social Democratas (TSD) reagiram as dados do INE.

Para a estrutura liderada por Joaquim Machado, o número de açorianos desempregados “continua a ser um problema social grave, pese embora a ligeira melhoria verificada, comparativamente a 2016”.

Segundo o social democrata, “há cerca de 17 mil açorianos sem emprego, considerando que mais de 6 mil pessoas estão integradas em programas ocupacionais, portanto, sem emprego ou sequer qualquer contrato a termo certo”, adianta.

“Aliás, o número médio de trabalhadores ocupados vem a crescer exponencialmente de ano para ano (mais de 400% entre 2012 e 2017), sinal evidente de que a nossa economia não tem sido capaz de gerar os postos de trabalho de que a Região necessita”, diz o líder regional dos TSD.

Outra preocupação relacionada com a falta de postos de trabalho prende-se com o desemprego de longa duração, isto é superior a um ano, que nos Açores atinge 39% dos desempregados (3.443 pessoas): “E isso deve ser motivo de grande preocupação, sobretudo para os responsáveis políticos”, refere Joaquim Machado

Para os TSD/Açores, ao fenómeno do desemprego junta-se ainda o problema da precariedade, dos contratos, incluindo a Função Pública regional, onde vem crescendo o número de trabalhadores contratados a termo.

“E a tudo isso soma-se outro problema, de grandes proporções e dimensão social, que é a prevalência de baixos salários, situação que explica a mais alta taxa de beneficiários do Rendimento Social de Inserção do país, bem como o facto de sensivelmente dois terços dos alunos da Região serem beneficiários da Ação Social Escolar”, lembra Joaquim Machado

Os TSD/Açores consideram assim que “não há motivos para festejar qualquer sucesso das políticas de emprego. Muito pelo contrário, há sim razões para preocupação e para atuar com medidas mais assertivas, desde logo destinadas aos 120 trabalhadores da Cofaco, que em breve vão perder o seu emprego”, concluem.

 

 

 

 

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