Substituição do `Mestre Simão´ vai ter um custo superior a 10 milhões de euros

A Atlânticoline informou que já assinou um contrato com os “Astilleros Armon”, em Espanha, que tinham construído o `Mestre Simão´, para a construção de um navio substituto, que terá capacidade para transportar 333 passageiros e 15 viaturas (mais sete do que o navio encalhado), e que irá custar cerca de 10,2 milhões de euros.

A informação foi adiantada hoje pela presidente do Conselho de Administração da empresa, Carlos Faias, em conferência de imprensa na Horta, onde foram divulgadas as conclusões do relatório interno ao acidente com o navio `Mestre Simão´, ocorrido em 6 de janeiro deste ano, à entrada do porto da Madalena, na ilha do Pico.

“A nossa tese é que houve aqui um conjunto de ondas que deixaram o navio sem governo, aquilo a que os homens do mar designam por infortúnio do mar”, explicou.

Segundo aquele administrador, o relatório interno ao acidente exclui qualquer responsabilidade do mestre da embarcação ou dos restantes elementos da tripulação, que foram até elogiados pela rápida retirada de todos os passageiros que seguiam a bordo.

“Em momento algum há, pelo menos em nosso entender, qualquer mínima evidência que possa ser apresentada, de alguma culpabilidade ou de alguma negligência à tripulação”, insistiu Carlos Faias, garantido que os tripulantes do `Mestre Simão´ procederam de forma correta durante a aproximação e entrada no porto.

De acordo com o relatório interno agora divulgado, o navio, de 40 metros de comprimento, estava a aproximar-se da entrada do porto, quando uma “sucessão de ondas” empurrou a embarcação para a rocha, impedindo-a de guinar a bombordo, para poder manobrar em segurança.

O documento recomenda agora a instalação de uma câmara no porto da Madalena para que, à saída da Horta, seja possível antever as condições no local.

O presidente do conselho de administração da Atlânticoline adiantou que o mestre do navio ainda tentou colocar a máquina à ré, para evitar o encalhe, mas que a máquina não terá correspondido, “por uma questão de segurança”, já que a embarcação se encontrava em andamento (a uma velocidade de 15 nós) quando encalhou.

 

Foto: António Faria

Lusa/+central

 

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