Socialistas satisfeitos pela presença ativa de Portugal na segurança e defesa da UE

J Edgardo Vieira

A vice-presidente do grupo parlamentar do PS na Assembleia da República mostrou-se satisfeita com os “progressos significativos no domínio da segurança e da defesa” que Portugal evidenciou nos últimos dois anos, “ao contrário do que se constata em outros domínios europeus”.

Nos últimos dois anos “foi estabelecido o primeiro centro de comando único para missões de formação e aconselhamento militar da UE (a CMPC), lançado um centro de excelência para melhorar a análise de ameaças híbridas e a capacidade de resposta às mesmas. Os Estados-membros estão a partilhar os planos de despesas militares, foi criada uma estrutura permanente para a cooperação em matéria de defesa entre os Estados-membros, formalizada a iniciativa europeia de intervenção e intensificada a cooperação com a NATO”, recordou Lara Martinho, na audição conjunta dos ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, no Parlamento.

A parlamentar referiu que, nos dois anos passados desde a adoção da Estratégia Global da UE no domínio da segurança e da defesa, os avanços “são evidentes”, tendo sido reforçada a “resposta aos conflitos e crises externos”, o desenvolvimento “das capacidades dos parceiros” e a “proteção da UE e dos seus cidadãos”.

Segundo a socialista eleita pelo círculo dos Açores, a conjuntura internacional tem contribuído para esta mudança, “nomeadamente a anexação da Crimeia e a guerra híbrida que alterou a nossa relação com a Rússia”. “A própria posição norte-americana face ao reforço das contribuições para a NATO e a posição cada vez mais unilateralista dos EUA, sem esquecer as novas exigências no âmbito da cibersegurança, também contribuíram para este maior investimento na segurança e defesa dos Estados-membros, elevando o nível de cooperação estratégica e fazendo-o com uma clara vontade política”, defendeu.

Assim, a “aprovação do Plano de Ação Europeu no domínio da defesa, a criação do Fundo Europeu de Defesa a fim de financiar investigação conjunta e desenvolvimento, e sobretudo, o lançamento da Cooperação Estruturada Permanente (CEP) demonstram que a UE está a levar a sério os desafios e as responsabilidades adicionais que tem pela frente”, declarou.

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