Socialistas satisfeitos com inclusão do Centro de Segurança do Atlântico na Base das Lajes

A vice-presidente do grupo parlamentar do PS, na Assembleia da República, questionou hoje o ministro da Defesa sobre as novas alternativas para a Base das Lajes, nomeadamente na área da segurança marítima e atlântica, com o acolhimento do Centro de Segurança do Atlântico.

Lembrando que recentemente foi anunciada, pelo Governo, a criação de um Centro de Segurança do Atlântico nos Açores, centrado na Base das Lajes, e que a declaração final da última reunião da Comissão Bilateral Permanente entre Portugal e os Estados Unidos da América (EUA) reiterava o empenho dos dois países na relevância e uso estratégicos da Base das Lajes em benefício mútuo, de acordo com o objetivo partilhado da segurança global, Lara Martinho perguntou ao ministro quais as vantagens da criação de um Centro de Segurança para a Região Autónoma dos Açores.

A parlamentar recordou, ainda, a exigência para que os Estados-membros da NATO cumpram o compromisso de investir 2% do PIB em defesa para questionar se o investimento neste Centro de Segurança do Atlântico nos Açores poderá contribuir para o compromisso dos 2% assumido na Cimeira de Gales em 2014.

Em resposta a Lara Martinho, na Comissão de Defesa Nacional, o ministro Azeredo Lopes explicou que o Centro de Segurança do Atlântico resulta de uma mudança de estratégia, já que o projeto nasce inicialmente na vigência do anterior Executivo – o Centro de Segurança Marítimo –, que os EUA pretendiam que fosse instalado em Lisboa. O ministro da Defesa revelou que se pretende que este Centro de Segurança do Atlântico tenha um envolvimento das Forças Armadas, e não apenas da Marinha.

O governante frisou que se trata de um projeto de natureza multinacional, tendo como referência os centros de excelência da NATO. Pretende-se que este centro seja otimizado com outras estruturas ou projetos da defesa, como por exemplo a cyber defesa, que terá uma oportunidade de valorização e de visibilidade internacional através da colaboração com o Centro de Estudos de Segurança Atlântica, vincou.

Segundo explicou, pretende-se que a relação não seja apenas bilateral entre EUA e Portugal, mas multinacional, até para não se estabelecer uma relação de dependência recíproca. A vocação não será apenas virada para o Golfo da Guiné, mas também para norte e até para o sul, e o objetivo será promover a capacitação de diferentes iniciativas que estão em curso, como por exemplo a Escola NATO, cujo contrato foi assinado há 48 horas, revelou o ministro.

Durante a audição do ministro da Defesa Nacional, Lara Martinho aproveitou para saudar o seu anúncio de investimento de nove milhões de euros para modernizar o exército nos Açores, “um esforço de investimento significativo”, bem como o investimento superior a cinco milhões de euros no porto da NATO em Ponta Delgada.

A deputada socialista congratulou-se, ainda, com o anúncio de uma operação da Ryanair que irá permitir o transporte de cem mil passageiros por ano para a ilha Terceira, que não seria possível sem o empenho do Ministério da Defesa “na flexibilização da utilização civil da Base das Lajes”, e que terá um grande impacto na economia local.

 

 

 

 

GI PS/+central

 

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