Socialistas apostam na recandidatura dos atuais eleitos nas autárquicas de 2017

PS-símbolo-537x350A estratégia da direção socialista para as próximas eleições autárquicas está traçada e promete criar mossa nas estruturas locais. A regra de ouro é simples: os atuais presidentes de Câmara que se queiram recandidatar devem ser os escolhidos, tenham ou não o apoio das concelhias e distritais.

E há mais: as listas autárquicas devem ser paritárias, isto é, ter o mesmo número de homens e mulheres e pelo menos 20% dos efetivos e suplentes devem ter menos de 35 anos.

São essas as recomendações inscritas na deliberação da Comissão Permanente do PS, que se reuniu na sexta-feira, a que o Observador teve acesso. “Todo o processo de designação de cabeças de lista respeitará o aprovado no último Congresso Nacional, nomeadamente o princípio geral da recandidatura dos atuais Presidentes da Câmara e de Junta de Freguesia”, pode ler-se no documento. O problema é que desde as últimas eleições autárquicas a realidade mudou em alguns concelhos: aliados passaram a inimigos e parceiros de estratégia deixaram de o ser.

No entanto, a direção socialista vai avisando: a regra de ouro é para cumprir.

“Esta direção nacional do PS foi aprovada no último congresso” e na moção de orientação estratégica aprovada no último conclave socialista “já se sabia que o espírito seria este”, lembra Hugo Pires, secretário nacional do PS para a Organização, em declarações ao Observador. “Naturalmente”, acrescenta o socialista, “será dada autonomia e liberdade às estruturas”, mas “a direção nacional não abdicará desta linha”. “O critério é rígido” e “a oposição política terá de se entender”.

Ou seja, a regra é para cumprir, até porque as “autárquicas vão ter leituras nacionais”. O dirigente socialista acrescenta mesmo: se for “para abdicar” deste critério sem qualquer tipo de fundamentação válida “é preferível perder duas ou três câmaras”.

Em relação às restantes recomendações — listas autárquicas paritárias e pelo menos 20% dos efetivos e suplentes devem ter menos de 35 –, Hugo Pires retira a pressão. Recomendações são recomendações. Mas vai avisando: as estruturas locais não as devem simplesmente ignorar. “Os partidos têm de ser renovadas e trazer pessoas novas para a política. Nada melhor do que estas eleições para dar esse sinal”.

 

 

 

 

Foto: PS

OBS/+central

 

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