“Só aparecem quando há eleições” — Opinião de Paulo Teixeira

teixeira-opiniaoA frase “só aparecem quando há eleições”, é uma frase popular, que infelizmente esconde uma verdade preocupante. Muitas das pessoas que se envolvem na política só procuram o povo quando é para se fazerem eleger e só se voltam a lembrar quando chegam, novamente, as eleições.

A verdade mais preocupante é que o povo está arredado das decisões que vão influenciar a sua vida. Pode dizer-se que votam no programa ou compromissos ou manifesto eleitoral. A verdade é que o manifesto eleitoral tem cada vez menos credibilidade. Veja-se o manifesto do PS de 2008: encontro cerca de 20 propostas esquecidas, por executar ou que agora pelas eleições voltam a ver o pó sacudido e saem da gaveta para, mais uma vez serem a bandeira para se fazerem eleger. Isto para não esquecer os 1000 empregos prometidos por Vasco Cordeiro na área das florestas.

A questão real é que se procura manipular a opinião dos cidadãos para se fazerem eleger. É altura que teatralmente se desfila por essas festas todas, distribuindo beijos abraços e muitos sorrisos. Pessoalmente sou contra as formas de fazer campanha que não dignificam o exercício da função política. Sou a favor de se esclarecer as pessoas disponibilizando tempo e lugar para o fazer mas não a impor uma presença que muitas pessoas não apreciam e que rebaixa o exercício nobre de servir.

Pergunto-me muitas vezes o que é que faz uma pessoa escolher em quem vota. Certamente que não é um beijo, um aperto de mão ou um sorriso dado à pressa, que há muito caminho para percorrer. Há que lutar por mudar esta maneira de estar. Valorizar as pessoas e não usar as pessoas como se está a assistir, esperando que se vote branco, preto ou amarelo só porque dá jeito no momento.

Vamos para umas eleições em que se procura disfarçar a importância dos candidatos do PS potenciando a relação do seu mandatário com o actual presidente do Governo Regional, como se isso fosse a solução para todos os problemas da ilha de São Jorge. O problema é que votando PS não coloca António Aguiar, que não tenho duvidas seria um excelente deputado, no parlamento para nos defender e levantar os problemas da ilha, mas dois elementos que nada acrescentam à ilha de São Jorge.

Esta é uma oportunidade de valorizar quem não segue a ação de “só aparecer quando há eleições”. Desde que assumi a direção concelhia do PSD que sempre procurei que o partido estivesse presente junto das pessoas do concelho da Calheta, sobretudo através do boletim que fomos publicando e distribuindo regularmente.

Foi uma forma de mostrar às pessoas que continuamos a trabalhar ao longo do tempo e não só “quando há eleições”. Não mudei de atitude; não virei saltimbanco por passar a ser candidato, em tempo de campanha. Continuo a trabalhar porque quero ser eleito por as pessoas reconhecem em mim capacidade e não porque estou em todas as festas. É exatamente por isso que as pessoas também sabem que, a partir do momento que mereça a confiança do seu voto para ser eleito, passarei a estar por todas as freguesias, porque a minha função será de servir as pessoas e a ilha de São Jorge.

 

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