Serrão Santos defende investimento europeu no ajustamento da frota de pesca açoriana

Serrão SantosA Comissão das pescas do Parlamento europeu reuniu ontem em Bruxelas. Da agenda da reunião constou a discussão de um documento base que dará origem a um relatório de iniciativa do Parlamento Europeu acerca da frota de pesca nas Regiões Ultra periféricas. 

O eurodeputado, Ricardo Serrão Santos, que é membro desta Comissão, interveio na discussão para salientar que “os apoios ao abate ou à substituição fazem sentido nas RUP e os pescadores estão disponíveis para isso”. A esse propósito citou o Presidente da Federação das Pescas dos Açores que, neste final de semana, referiu em declarações à comunicação social açoriana que “deve haver um plano de abate de embarcações e iates que contribua significativamente para o ajuste do esforço de pesca aos recursos que temos disponíveis”.

Serrão Santos frisou que “os pescadores são os primeiros a perceber que há menos peixe por aí, e na minha região promoveram o fecho temporário de importantes bancos de pesca”. “Compreendo e defendo fortemente que o esforço de pesca não pode crescer. No entanto, uma embarcação nova, segura, ambientalmente adequada e que promove pescado de maior qualidade não implica, por si só, um aumento de esforço”, precisou o deputado europeu.

O eurodeputado açoriano voltou a chamar a atenção para as ameaças ambientais de alguns equipamentos de pesca utilizados por componentes da frota Europeia e internacional que podem estar a prejudicar a eficiência da frota das RUP, “estes equipamentos, como os Dispositivos de Agregação de Pescado flutuantes são utilizados em grande quantidade por embarcações que pescam no alto mar e podem impedir os tunídeos de se aproximarem dos locais onde eram tradicionalmente pescados. Neste momento, no Atlântico, cada embarcação pode utilizar cerca de 500 FADs derivantes”.

Para além de apelar à imediata redução preventiva do número de FADs utilizáveis por embarcação, Serrão Santos afirmou ser necessário “aplicar o princípio da precaução e tornar obrigatórios os estudos de impacto ambiental antes de implementar ou reforçar massivamente a utilização de novos equipamentos de extração. O outro são as pescarias de arrasto a norte.

Ricardo Serrão Santos sugeriu que a relatora que “tome estes aspectos em consideração, as pescas e os pescadores nas RUPs têm de ser protegidos, favorecidos e acarinhados de forma diferenciada”.

 

 

 

 

Foto: GRSS

GERSS/+central

 

Link permanente para este artigo: http://maiscentral.com.pt/serrao-santos-defende-investimento-europeu-no-ajustamento-da-frota-de-pesca-acoriana/

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.