Seca nos Açores: Comunidade Europeia aceita antecipar parte das ajudas diretas aos agricultores

O Governo dos Açores mostrou-se hoje satisfeito com a decisão da Comissão Europeia de antecipar parte das ajudas diretas aos agricultores portugueses em virtude da seca, medida que vai dar “maior liquidez às explorações agrícolas”.

“O Governo dos Açores congratula-se com esta decisão de Bruxelas de antecipar 50% das ajudas diretas aos agricultores portugueses. Uma medida muito importante que vem dar maior liquidez às explorações agrícolas”, afirmou hoje, citado em nota de imprensa, o diretor regional dos Desenvolvimento Rural dos Açores, Fernando Sousa.

O anúncio de hoje de Bruxelas, sublinha o executivo açoriano, não tem que ver com o pedido de reforço das ajudas aos agricultores dos Açores.

“Esta decisão da Comissão Europeia prevê-se que seja emitida até 15 outubro”, disse Fernando Sousa.

Face à situação climática inusitada verificada nos Açores, que está a afetar o setor agrícola, o Governo Regional solicitou um adiantamento até 70% dos pagamentos diretos no âmbito do programa POSEI e até 85% do apoio concedido no âmbito do desenvolvimento rural.

A Comissão Europeia anunciou hoje que vai antecipar os pagamentos diretos aos agricultores para menorizarem o impacto das dificuldades causadas pela seca, uma decisão que vai ao encontro de um pedido feito pelo Governo português a Bruxelas.

Em 16 de julho, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, pediu à Comissão Europeia a antecipação, de dezembro para outubro, do pagamento das ajudas aos agricultores nos Açores, para fazerem face às dificuldades causadas pela seca.

O ministro salientou então que países da Europa Central, como a Polónia, levaram também o tema da seca ao Conselho da União Europeia, e que Portugal estava solidário e “reclamando também a extensão de quaisquer apoios à Região Autónoma dos Açores”.

O executivo comunitário anunciou também que será concedida aos agricultores uma maior flexibilidade na utilização de terras que normalmente não seriam utilizadas para produção, a fim de alimentar os seus animais.

“A situação de seca em curso e prolongada em vários países da UE está a ter um impacto significativo na produção de culturas arvenses, bem como na alimentação animal, o que também poderá ter impacto no bem-estar dos animais. Além disso, a redução do nível de alimentos para animais tem um impacto especial no rendimento dos criadores, uma vez que tal aumentará os seus custos de produção, caso se verifique uma escassez de forragens no final do ano”, justificou a Comissão Europeia, em comunicado.

 

 

Foto: Direitos Reservados

Lusa/+central

 

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