SATA refuta responsabilidades no adiamento de novo cargueiro nos Açores

A transportadora aérea açoriana recusou hoje “quaisquer responsabilidades sobre o adiamento da operação do avião cargueiro do Consórcio MAIS” na Região.

Em comunicado, a SATA sublinha que as condições comerciais apresentadas ao Consórcio MAIS para a prestação dos serviços de ‘handling’ à operação do avião cargueiro “são semelhantes àquelas que são oferecidas à generalidade dos clientes da SATA Air Açores que operam no aeroporto de Ponta Delgada”.

Nesse sentido, nas faixas horárias pretendidas pelo consórcio para a sua operação no aeroporto açoriano, “a SATA Air Açores já tem compromissos contratuais assumidos com outras companhias aéreas, que não poderá preterir ou prejudicar”.

Na segunda-feira, o consórcio MAIS anunciou que a data inicialmente referida para o início da operação de carga aérea – hoje, 03 de julho – entre o continente e os Açores foi adiada até pelo menos agosto “por não ter sido possível” encontrar “uma solução para os vários constrangimentos operacionais e económicos levantados pelo agente de ‘handling’ do aeroporto de Ponta Delgada”.

A SATA assinala que o consórcio “solicitou cotação” à transportadora aérea “no início do passado mês de junho, portanto numa altura em que os serviços de ‘handling’, em determinadas faixas horárias, estão já contratados por outros operadores aéreos, sendo certo que a empresa não tem uma disponibilidade infinita de recursos”.

“O Consórcio MAIS poderá recorrer a outras empresas de handling ou mesmo autoassistência, se assim o entender conveniente, para operar nas faixas horárias pretendidas e nas condições económicas que considere mais adequadas aos seus interesses”, prossegue a SATA.

O consórcio, numa nota enviada na segunda-feira, assinalou que “tem manifestado o interesse em replicar a atual operação regular que opera para a Madeira, de um voo cargueiro, para o aeroporto de Ponta Delgada”, sublinhando que tal representará uma mais-valia para a economia regional e advogando “que o envolvimento de várias instituições regionais, interessadas no arranque da operação, é um forte contributo para a sua concretização a curto prazo”.

Constituído entre a companhia aérea espanhola Swiftair, a ALS e a empresa logística Madeirense Loginsular, o consórcio iniciou no ano passado os voos cargueiros para a Madeira e quer agora replicar em parte esse modelo para os Açores.

 

 

Foto: Direitos Reservados

Lusa/+central

 

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  1. […] com desculpas esfarrapadas, a pretensas negociações de aquisição que vão bem e não se fecham, até operações que não se assegura no prazo. A administração nunca é responsabilizada e de facto a culpa é da tutela: o governo dos Açores […]

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