PSD/Terceira acusa Vasco Cordeiro de defraudar empresários da construção civil e a economia da Ilha

A Comissão Política de Ilha (CPI) do PSD na Terceira acusou ontem o presidente do Governo dos Açores de, “novamente, defraudar os terceirenses e os empresários da construção civil da ilha”.

Os social democratas lembraram que, em janeiro, Vasco Cordeiro prometeu um concurso publico — até final de fevereiro — para recuperar as casas dos bairros americanos junto à Base das Lajes.

Afinal, “em vez de um concurso público para recuperação das 138 casas do Bairro Beira Mar e do complexo escolar norte-americano, temos afinal uma transferência de apenas 157 mil euros, realizada pelo Governo Regional, através de contrato ARAAL, para o município da Praia da Vitória”, sublinha a estrutura liderada por Francisco Câmara.

“Não só o valor em causa é manifestamente insuficiente para requalificar as infraestruturas que, em pleno parlamento regional, Vasco Cordeiro prometeu seriam objeto de concurso até final de Fevereiro, como se defraudam as expetativas dos empresários do setor da construção civil, que aguardavam com expetativa o lançamento do concurso público da requalificação”, refere o PSD local.

De acordo com as notícias vindas a publico, bem como observando o orçamento da Região para a iniciativa Terceira Tech Island, os empresários de construção civil da Terceira “aguardavam o lançamento de um concurso público, nunca inferior a 3 milhões de euros, valor substancial e que traria alguma animação ao setor bem como à economia da ilha”, diz Francisco Câmara.

“A maior prazo”, referem, “a recuperação das 400 casas, bem como das respetivas infraestruturas de apoio, poderia inclusive levar a um investimento próximo dos 6 milhões de euros, conforme notícias veiculadas pela comunicação social em janeiro passado, e nunca desmentidas. Razão que aumentava ainda mais as expetativas dos empresários do setor de construção civil da Terceira”, acrescenta o PSD.

Afinal, dizem ainda os social democratas, “os 157 mil euros que o Governo Regional transfere, e com os quais a Câmara Municipal da Praia da Vitória deverá requalificar as infraestruturas americanas, são uma mão cheia de nada, quando comparados com os expetáveis 3 milhões de investimento. isso apenas demonstra, mais uma vez, a habitual demagogia socialista que, para a Terceira, tudo promete mas nada cumpre”.

Segundo o PSD/Terceira, “é importante não defraudar as expetativas dos empresários e apoiar o setor local da construção civil, já tão maltratado pela crise, pelo que exigimos a Vasco Cordeiro que cumpra a sua palavra, e que seja lançado o concurso público de recuperação das ex-infraestruturas norte-americanas, prometido para fevereiro passado”.

Em reação, o Governo regional emitiu uma nota à comunicação social onde esclarecia que o contrato ARAAL celebrado entre a Região e o município da Praia da Vitória “destina-se, exclusivamente, a apoiar a autarquia nos investimentos exteriores na zona dos antigos bairros militares norte-americanos nas Lajes, ilha Terceira, lamentando, por isso, tentativas sem fundamento de confundir este apoio com o investimento de recuperação dos antigos bairros habitacionais dos norte-americanos”.

“Importa esclarecer que o contrato ARAAL assinado com a Câmara Municipal da Praia da Vitória não tem absolutamente nada a ver com a recuperação das habitações do bairro Beira Mar e do complexo escolar norte-americano”, afirmou Sérgio Ávila, numa referência ao documento de cooperação financeira publicado em Jornal Oficial.

Trata-se, frisou o Vice-presidente, “de uma comparticipação financeira do Governo num investimento da responsabilidade da Câmara Municipal, nos termos em que está planificado”.

“A reação do PSD/Terceira em relação ao contrato ARAAL assinado com a Câmara Municipal da Praia da Vitória revela um total desconhecimento da realidade e a capacidade de falar daquilo que não se conhece, com o objetivo de criticar tudo e de criticar sempre o Governo dos Açores, sem qualquer sentido, sem qualquer fundamento”, afirmou Sérgio Ávila.

Para o Vice-presidente, “tentar confundir esse apoio com um outro investimento [mais avultado], dizendo que o Governo não cumpre com o seu compromisso”, revela “uma total ignorância, um total desconhecimento e uma vontade de criticar sem qualquer fundamento”.

Por outro lado, Sérgio Ávila considerou “ainda mais lamentável, que o PSD/Terceira, que foi sempre contra a recuperação das habitações deixadas pelos norte-americanos e os projetos do Terceira Tech Island, venha agora criticar o Governo”.

“Isso demonstra uma total incoerência, uma total desorganização e, essencialmente, revela que o único objetivo, infelizmente, é criticar o Governo por fazer, por não fazer e tentar confundir os Açorianos2, afirmou Sérgio Ávila.

Para o PSD/Terceira, o contrato celebrado entre o governo regional e a edilidade Praiense publicado em Jornal Oficial e, como tal, do domínio público, é bem explícito no seu objetivo de requalificação integrada de parte das infraestruturas que deixaram de ter uso militar ou civil norte-americano e não numa mera requalificação da zona envolvente como vem agora alegar o Vice-presidente do Governo regional, “na sua habitual total incoerência, total desorganização e, essencialmente, único objetivo de tentar confundir os terceirenses”.

“Que sentido faz requalificar a envolvente antes de serem realizadas as intervenções nas casas, sob risco até das mesmas assim serem danificadas”, questiona Francisco Câmara, acrescentando que, “no estilo que lhe é habitual, o Vice-presidente tenta esconder o facto de em janeiro passado Vasco Cordeiro ter prometido um concurso publico a acontecer até final de fevereiro para recuperar 138 casas casas dos bairros americano e o antigo complexo escolar, sendo que passado mais de um mês nada aconteceu”.

No entender do social democrata, “Vasco Cordeiro defraudou os terceirenses e os empresários da construção civil da ilha que aguardavam o prometido concurso público com grande expetativa para agora assistirem a uma mera transferência de 157 mil euros quando era aguardado um montante de obra na casa dos 3 milhões de euros, de acordo com notícias veiculadas na altura e nunca desmentidas”.

“A ilha Terceira tem assistido a um infindável número de promessas que apenas geram expetativas e que em nada resultam. Foi um cais de cruzeiros, foi um Air-Center onde Vasco Cordeio prometeu centenas de empregos, foi uma zona económica especial para o Porto da Praia, foi também um hub-logístico, foi uma rampa ro-ro para o Porto das Pipas, enfim, apenas alguns exemplos do muito que foi prometido para a nossa ilha e onde nada foi cumprido”, criticou.

“Por muito que o governo regional e o seu Vice-presidente na sua habitual total incoerência, total desorganização e, essencialmente, único objetivo de tentar confundir os terceirenses, o PSD/Terceira exige sejam cumpridas todas as promessas realizadas e se pare de defraudar as expetativas dos terceirenses e dos seus empresários”, exige o dirigente do PSD.

Muito em concreto, o PSD/Terceira exige a Vasco Cordeiro que “não sejam defraudadas as expetativas dos empresários do setor local da construção civil, pelo que o mesmo cumpra a sua palavra, e que seja lançado o concurso público de recuperação das ex-infraestruturas norte-americanas, prometido para fevereiro passado”.

 

 

 

 

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