PSD questiona Governo da República sobre possíveis novos despedimentos nas Lajes

PSD ARA vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, na Assembleia da República, questionou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros sobre possíveis novos despedimentos na Base das Lajes, que, segundo a Comissão Representativa dos Trabalhadores, podem chegar aos 70 postos de trabalho. 

Numa pergunta entregue no parlamento nacional, Berta Cabral lembra que esta semana deixaram aquela base os últimos, dos cerca de 450 trabalhadores portugueses que assinaram rescisões por mútuo acordo, com direito a indemnização e reforma antecipada, por força da retração do dispositivo norte americano na ilha Terceira, salientando que “foi uma redução gradual, negociada e levada a cabo com sucesso pelo anterior governo, que tudo fez para garantir os direitos daqueles trabalhadores”.

A social democrata recorda, igualmente, que o compromisso dos norte-americanos era de manter 417 lugares, agora que ficaram 350, foram abertos novos concursos e, atualmente, estão 410 trabalhadores portugueses ao serviço e cerca de 10 trabalhadores temporários.

“Vem agora a público, a Comissão Representativa dos Trabalhadores Portugueses da Base das Lajes manifestar o receio de «novos despedimentos na Base das Lajes», para além do processo de redução da força laboral, iniciado em 2015, que abrangeu apenas rescisões por mútuo acordo”, refere a parlamentar açoriana, acrescentando que “aquela Estrutura manifesta preocupação sobre o facto da Força Aérea norte-americana estar a reduzir serviços geradores de receita e bem assim o receio de novos despedimentos, que estima na ordem dos 70 postos de trabalho”.

Assim, e em face dos indícios manifestados pela Comissão de Trabalhadores, o PSD questiona Augusto Santos Silva sobre se tem conhecimento de estarem a ser planeadas novas dispensas de Trabalhadores Portugueses na Base das Lajes, se está o governo Português em condições de tranquilizar os trabalhadores assegurando que não haverá dispensa de mais trabalhadores no processo de redução em curso e, caso não esteja, se está o governo Português determinado a exigir ao governo norte-americano e a garantir da parte do governo português que qualquer nova dispensa de trabalhadores será feita nos mesmos termos e condições das rescisões por mútuo acordo anteriores, com direito a indemnização e reforma antecipada.

 

 

 

 

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