PSD quer serviço de estatística ao serviço dos empresários nos Açores

O presidente do PSD/Açores reiterou hoje a necessidade de a Região ter um serviço de estatística independente, alegando que os próprios empresários têm queixas sobre os dados disponibilizados.

“A informação estatística nos Açores não tem atualidade, não tem profundidade e não tem a abrangência necessária, além de muitas vezes haver dúvidas quanto ao seu crédito”, disse o social democrata, em declarações aos jornalistas à margem de uma reunião com a direção da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo.

O PSD/Açores apresentou em abril um pacote de medidas que visam melhorar a transparência, incluindo uma proposta de criação de um Serviço Regional de Estatística “independente, com um líder eleito por dois terços do parlamento regional, que possa produzir estatísticas atualizadas, credíveis e abrangentes”.

Duarte Freitas defende também que o Conselho Económico e Social dos Açores seja “independente do Governo [Regional] e com maioria de parceiros privados”.

“Precisamos nos Açores de uma economia mais pujante, com mais iniciativa privada, com mais dinamismo, com impostos mais baixo, precisamos de uma sociedade mais liberta dos poderes públicos”, frisou, lembrando que a proposta do PSD de criação do Conselho Económico e Social deverá ser votada na próxima semana na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

O presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, Rodrigo Rodrigues, considerou igualmente que o Serviço Regional de Estatística deve ser independente, para se tornar “mais eficiente, mais verdadeiro e mais rápido”.

“Temos enormes dificuldades em trabalhar com as estatísticas regionais atualmente”, apontou, acrescentando que as estatísticas “não podem estar à mercê de quem as interpreta”.

O empresário deu como exemplo de má utilização de dados estatísticos, os números do desemprego, alegando que se os beneficiários dos programas ocupacionais contassem como desempregados, os Açores teriam “uma taxa de desemprego quase nos 14%”.

“O Governo Regional é o maior empregador precário da região através dos ocupacionais, porque em estatística não se pode olhar para os números de três formas. Ou os ocupacionais contam para o desemprego ou não contam. E como não contam, são precários”, salientou, alegando que os beneficiários destes programas “não têm qualquer expectativa de continuidade” nas entidades que os acolhem.

Rodrigo Rodrigues defendeu ainda uma maior aposta na formação profissional, face ao decréscimo registado no último quadro comunitário, em benefício dos programas ocupacionais.

“Os empresários querem os melhores colaboradores a trabalhar para si, não querem os piores. O mercado regula os salários. Se nós tivermos um colaborador qualificado pagamos mais”, frisou.

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