PSD quer “demissão imediata” da diretora regional de Prevenção e Combate às Dependências

O PSD/Açores pediu hoje a “demissão imediata” da diretora regional de Prevenção e Combate às Dependências por entender que utilizou, em benefício pessoal, dinheiros públicos, enquanto presidente da ARRISCA.

Em comunicado, os social democratas açorianos referem que Suzete Frias, “enquanto fundadora e dirigente da ARRISCA, foi pessoalmente beneficiada por decisões tomadas pela direção a que presidia, ao auferir um salário milionário superior a quatro mil euros mensais, pagos com dinheiros públicos”.

“Está em causa uma verba que excede largamente os valores praticados, quer na administração pública, quer em instituições particulares de solidariedade social (IPSS), para idênticas funções de técnico superior na área de Psicologia”, consideram, acrescentando que “quem gere apoios públicos desta forma abusiva e em benefício pessoal, como fez a Dra. Suzete Frias enquanto presidente da ARRISCA, não pode continuar a merecer confiança política para administrar dinheiros públicos”.

Apesar da “forma abusiva” e “em benefício próprio”, como a atual diretora regional geriu apoios públicos enquanto presidente da ARRISCA, o PSD/Açores acredita que este caso “não põe em causa o trabalho meritório dos atuais técnicos e funcionários da instituição”.

“O PSD/Açores não confunde o que agora vem a público e atinge uma instituição em particular com o trabalho de centenas de voluntários que, por toda a Região, asseguram, sem qualquer interesse pessoal e sem remuneração, o funcionamento de dezenas de IPSS que se substituem ao Estado no auxílio àqueles que mais precisam”, realçam.

O PSD acusa ainda Vasco de Cordeiro de cumplicidade nesta situação, porque “conhecia a auditoria da Inspeção Regional da Saúde desde fevereiro de 2016 e nada fez, arrumando o assunto na gaveta”.

“Pelo contrário, o senhor Presidente do Governo Regional premiou esta utilização abusiva de dinheiros públicos, ao convidar a Dra. Suzete Frias a integrar o Governo Regional em novembro de 2016, nove meses após tomar conhecimento das denúncias feitas na referida auditoria”, salientam, constatando que Vasco Cordeiro “recentemente se quis fazer passar por paladino da transparência ao anunciar auditorias a diversas entidades que recebem apoios públicos, é o mesmo que escondeu as graves conclusões que constam da auditoria à ARRISCA”.

“O senhor Presidente do Governo Regional deve explicações aos açorianos sobre este caso. Caso contrário, assume-se como o principal mandante de um sistema político que, após 20 anos de poder, começa a revelar-se profundamente degenerado”, concluem.

 

 

 

 

Foto: Direitos Reservados

GI PSD/+central

 

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