PSD quer conhecer ponto de situação do transporte de carga aérea e correio de e para os Açores

Os deputados do PSD/Açores, na Assembleia da República, questionaram hoje o ministro do Planeamento e das Infraestruturas sobre o ponto de situação do transporte de carga aérea e correio entre os Açores e o Continente Português.

Numa pergunta entregue no parlamento nacional, António Ventura e Berta Cabral recordam que a Resolução do Conselho de Ministros, de 8 de setembro de 2016, prevê o lançamento de um concurso público, com publicação no Jornal Oficial da União Europeia, para a prestação de serviços aéreos regulares para o transporte de carga aérea e correio, em regime de concessão, na rota Lisboa/Terceira/Ponta Delgada/Lisboa ou Lisboa/Ponta Delgada/Terceira/Lisboa, pelo período de três anos, no valor máximo de 9 milhões e 400 mil euros.

Os parlamentares realçam que os transportes aéreos nos Açores “são um meio fundamental para qualquer estratégia de comercialização com o exterior”, lamentando que a capacidade de transporte de carga aérea “tem sido muito limitada, criando dificuldades a diversos setores de produção e comercialização da Região”.

“Encontram-se nestas dificuldades de expedição de carga para o continente, produtos como os produtos láteos e cárnicos, o peixe e as próteas, que são confrontados com falta de espaço nos transportes aéreos”, afirmam.

Os social democratas lembram ainda que o anterior Governo da República, da responsabilidade do PSD/CDS, já tinha dado inicio a um procedimento público com vista a colmatar esta lacuna no transporte de carga aérea entre os Açores e o continente.

“Somos da opinião de que, numa lógica de abertura dos Açores ao mundo, as ligações com o restante território nacional, têm de assegurar o indispensável serviço público, onde se inclui para além da mobilidade das pessoas a vertente comercial dos setores produtivos como o agrorural e o agroalimentar”, salientam, inquirindo sobre o “ponto de situação” da Resolução do Conselho de Ministros de 8 de setembro de 2016, para que “não caia em esquecimento”.

António Ventura e Berta Cabral lamentam que as limitações de carga aérea criem um “crescente prejuízo no planeamento, gestão e na organização de determinadas produções agrorurais e agroalimentares”, criticando que as “incertezas na disponibilidade de carga aérea”, provoquem “constrangimentos que se repercutem nas fileiras produtivas, impondo desmotivação nos produtores e, consequentemente, dúvidas quanto ao rendimento a obter”.

 

 

 

 

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