PSD propõe construção de terminal de cruzeiros no porto norte-americano na Praia da Vitória

Os deputados do PSD/Açores eleitos pela Terceira apresentaram hoje um projeto de resolução visando que o Governo regional construa, no molhe norte do porto da Praia da Vitória, – conhecido por “porto dos americanos” – um Terminal de Passageiros – cruzeiros e inter-ilhas – nos moldes em que o investimento foi estudado pela câmara municipal da Praia da Vitória.

E promovendo a necessária articulação entre as diferentes entidades competentes e os diversos níveis de responsabilidade sobre aquela parte do porto e baía da Praia da Vitória.

Ao início de uma tarde em que o navio “Queen Victoria” estava atracado no cais comercial da cidade, Luís Rendeiro frisou que a obra se deve assumir “como complementar aos terminais de cruzeiros existentes em São Miguel e no Faial”, sendo ainda “uma medida muito clara de revitalização da economia da Praia da Vitória, da Ilha Terceira e dos Açores”, afirmou.

Para os social democratas, a realização do investimento fomenta “a criação de um circuito regional para cruzeiros, gerando um efeito multiplicador para os terminais de Ponta Delgada, Horta e Praia da Vitória”, o que torna a iniciativa, “num claro projeto de interesse estratégico regional”, afirmaram.

Luís Rendeiro lembrou que são estimadas, em 2018, “cerca de 77 escalas de navios de cruzeiro para São Miguel, 27 escalas para o Faial e 24 para a Terceira”, sendo que “as atuais condições existentes na ilha Terceira e no porto da Praia da Vitória estão muito longe de serem as ideais para o turismo de cruzeiros”, sublinhou.

“Pretende-se que a adequada infraestruturação daquele porto possa melhorar a sua atratividade, permitindo aumentar significativamente o número de escalas de navios de cruzeiros na Ilha Terceira”, explicou o deputado.

Para Mónica Seidi, “esta é uma proposta essencial para o desenvolvimento e para a alavancagem da Economia da Ilha Terceira, sendo um verdadeiro desafio lançado não só ao Governo Regional como aos restantes partidos”, referiu.

No documento apresentado, os social democratas estabeleceram uma cronologia, “iniciada em 2008, ano em que, pela primeira vez, se começou a discutir a possibilidade da construção de um Cais de Cruzeiros na Ilha Terceira”.

A proposta de então “surgiu da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo – então presidida por Andreia Cardoso -“, com o Governo Regional, presidido por Carlos César, ” a assumir o compromisso de construir o Cais de Cruzeiros, tornando-o bandeira eleitoral das Eleições Regionais desse mesmo ano”, lembraram os parlamentares.

“O investimento seria de cerca de 60 milhões de euros, com comparticipação comunitária igual ou superior a 80%”, acrescentam, tendo a iniciativa “sido confirmada, pelo próprio Carlos César, que afirmou perentoriamente que a decisão sobre a sua construção estava tomada e anunciada, com estudos encomendados e que não haveria qualquer alteração à mesma”.

“Em 2011, a construção do Cais de Cruzeiros na Baía de Angra entrou em discussão pública, tendo sido alvo de um muito participado debate. Vasco Cordeiro, então Secretário Regional da Economia, confirmou a opção, numa conferência promovida pela Santa Casa da Misericórdia local”, relembrou Luís Rendeiro.

“Mas, no início de 2014, o Governo Regional assumiu que desistia de construir, em Angra do Heroísmo, o Cais de Cruzeiros da Ilha Terceira, não o incluindo no Plano Integrado de Transportes”.

“O Secretário Regional do Turismo e Transportes, Vítor Fraga, justificou a decisão com uma alteração de conjuntura, dado que a prioridade do Executivo, em termos de recursos financeiros, seria fomentar a competitividade das empresas e ajudar as famílias”, recorda o deputado do PSD.

“Em março de 2014, a Câmara Municipal da Praia da Vitória, presidida por Roberto Monteiro, reivindicou novas contrapartidas pelo uso da Base das Lajes, em que uma das propostas era a utilização partilhada do “porto dos americanos”, tida como a melhor solução técnica e financeira para a existência de um Cais de Cruzeiros na Ilha Terceira, já que os turistas desembarcariam no centro da cidade, não sendo necessário um investimento avultado numa infra-estrutura que os militares americanos atualmente utilizam cerca de duas vezes por ano”.

“Em julho de 2017, a Câmara Municipal da Praia da Vitória apresentou um estudo de viabilidade da construção do Terminal de Passageiros da Ilha Terceira, a localizar no “porto dos americanos”, defendendo aquele como um projeto estruturante para a ilha, sobretudo depois da redução do efetivo militar americanos nas Lajes, e fulcral para a recuperação económica e social do Concelho da Praia da Vitória”, recorda o documento entregue esta tarde.

“Roberto Monteiro, presidente da autarquia praiense, afirmou nessa altura que o Governo Regional devia dar os passos decisivos relativamente à concretização do projeto, nomeadamente criar o entendimento definitivo com o Governo da República, mas também colocar a matéria na comissão bilateral”, reforçou Luís Rendeiro.

Segundo o social democrata, o estudo de viabilidade económica então apresentado “prevê uma comparticipação comunitária de 85% do custo total da obra, o qual poderá variar entre os 10 e os 15 milhões de euros se houver o aproveitamento do cais existente. Ou entre os 15 e os 20 milhões de euros, se a opção for uma construção de raiz”, explicou.

“Estão reunidos os consensos, a necessidade e todas as circunstâncias adequadas a que a Ilha Terceira possa, finalmente, ter um Cais de Cruzeiros, faltando apenas dar o primeiro passo em termos de decisão política. E a confirmação da efetiva vontade política por parte do Governo Regional”, concluiu Luís Rendeiro.

 

 

 

 

GI PSD/+central

 

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