PSD lamenta “falta de recetividade” para a simplificação dos reembolsos das viagens aéreas

A vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, na Assembleia da República, lamenta que o Governo dos Açores não mostre recetividade a medidas “que possam simplificar os procedimentos de reembolso do subsídio às viagens entre o Continente e a Região”.

“O secretário regional não mostrou recetividade sobre essa questão”, referiu Berta Cabral no final da audição do secretário regional dos Transportes e Obras Públicas, na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, explicando que o PSD “quer evitar que as pessoas tenham de adiantar o valor total do bilhete no momento da compra”.

A social democrata adiantou que “defendemos a simplificação dos procedimentos em vigor porque, sobretudo, deve ser encontrada uma forma de atribuição do subsídio que evite o adiantamento integral do bilhete por parte do passageiro residente”.

“Foi nesse sentido que o grupo parlamentar do PSD, através dos seus deputados eleitos pelos Açores, apresentou um projeto de resolução objeto da audição realizada”, disse.

Berta Cabral recordou que a profunda alteração no modelo de transporte aéreo entre o Continente português e os Açores, “operada pelo anterior governo da república (PSD/CDS-PP) no início de 2015, trouxe enormes e reconhecidas vantagens para a economia regional, em particular no que se refere ao incremento do Turismo”.

“O novo modelo de transporte impôs a necessidade de um auxílio social ao transporte, atribuído diretamente aos passageiros residentes e estudantes, de valor variável em função da tarifa praticada por cada transportadora”, acrescentou a parlamentar do PSD.

A deputada açoriana frisou que “face às comprovadas vantagens, na medida em que a entrada de novos operadores nas rotas de São Miguel e Terceira se traduziu num crescimento exponencial do turismo, já se verificou que há práticas que podem ser aperfeiçoadas”.

Para a social democrata, o pagamento integral do bilhete é muito oneroso, “especialmente quando falamos de famílias pois, mesmo que temporariamente, têm de despender quantias elevadas que podem atingir mais de dois mil euros para 4 pessoas”, exemplificou.

“Muitas destas situações já foram reportadas ao Governo Regional dos Açores, que deve pressionar o Governo da República para que encontre soluções mais adaptadas à realidade, especialmente das famílias açorianas, e que encerrem menos burocracia. Deve-se aperfeiçoar o modelo, mantendo as suas virtualidades”, concluiu Berta Cabral.

 

 

 

 

Foto: ARTV

GI PSD/+central

 

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