Privatização da SATA: PPM lembra que Governo e transportadora também tinham a documentação

O deputado do PPM/Açores realçou ontem que, além dos deputados da comissão de inquérito ao setor público, também membros do Governo regional e da SATA tinham a documentação divulgada que motivou a anulação do concurso de privatização da transportadora.

“A tentativa de imputar isto à comissão acho que é uma vergonha. O documento pode ter sido remetido por diversas entidades. Pela SATA, dentro da empresa, por membros do parlamento e por membros do Governo regional. Posso dizer que pela representação do PPM não foi”, vincou à agência Lusa o deputado único do PPM na Assembleia Legislativa dos Açores, Paulo Estêvão.

Em causa está a anulação do concurso da privatização de 49% da Azores Airlines (a operação da transportadora aérea SATA para fora do arquipélago), o que sucede após a divulgação de documentos que causaram um “sério dano ao grupo SATA e aos Açores”, anunciou hoje o Governo regional.

Sobre “a questão mais importante”, a anulação do concurso, o parlamentar monárquico acusa o Governo dos Açores e a transportadora de “mentirem” aos deputados, apontando “várias contradições entre os documentos” divulgados “e o que foi dito” pelos responsáveis políticos e da empresa.

“Este concurso estava morto. O Governo [regional]estava pura e simplesmente a ganhar tempo para não assumir o fracasso que foi esta operação de privatização”, sublinhou Paulo Estêvão.

O deputado revelou também que vai apresentar uma proposta para que os partidos com assento parlamentar se reúnam extraordinariamente para debater o tema, uma vez que o próximo plenário, no fim deste mês, é dedicado às propostas de Plano e Orçamento para 2019, e apenas em dezembro, de acordo com o calendário previsto, esta matéria poderia ser debatida pelos deputados.

O presidente do Governo dos Açores, o socialista Vasco Cordeiro, mostrou-se hoje dececionado com a divulgação de informação “confidencial” em torno do processo de alienação de 49% da Azores Airlines, frisando que este “é um caso de polícia”.

“A partir de agora isto é um caso de polícia. Será apresentada queixa, porque julgo que configura crime aquilo que foi feito”, disse Vasco Cordeiro aos jornalistas.

A RTP/Açores citou nos seus serviços informativos documentos privados da comissão de inquérito do parlamento regional ao setor empresarial público, indicando que não havia uma proposta formal apresentada pelos islandeses da Icelandair, única entidade qualificada para a segunda fase da alienação, mas sim o intuito de abrir um período de negociações com a SATA.

“O Governo [regional] não escondeu nada, forneceu informação à comissão como era sua obrigação, explicou por que razão a informação que ali estava era sensível (…), havia um acordo de confidencialidade entre as duas empresas e o facto é que oito dias depois isto está nos jornais”, afirmou Vasco Cordeiro.

 

 

Lusa/+central

 

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2 comentários

    • emanuel serpa on 10 Novembro, 2018 at 11:40
    • Responder

    …..cá pra mim o Paulo Estevão….terá razão ……
    ….mas….a SATA não andou a reclamar ke precisava de ir pra mais destinos…incluindo Europa e Brazil…para asssim poder tornar a sua operação rentável ???? kuando ouvi esse argumento fikei com a impressão ke os senhores funcionários da sata keriam ir passear prá Iropa e Brézil á borlex……. como fazem os funcionários da TAP há décadas, ke por hábito tem passar seus Natais em praias de água morna de Ipanema …(chegaram a estar no Brazil mais de 1500 num ano ke já lá vai) ….os Satenses lá está …sentir-se-ão com os mesmos direitos…..!!!!!
    …agora ouço a conversa de ke a AZORES airlines é ke está na origem deste prejuizo de milhões a aumentar todos os anos.. desculpa esfarrapada pra esconder a calamitosa politica de recursos humanos e calamitosa gestão de escalas levada a cabo pela companhia……vai daí os iluminados colocarem 49% dos airbus á venda ….já se sabe pra kê….pra tapar o buracão de milhoes acumulado desde há muito tempo…
    …mas ruinosa é também a politica adoptada pelo GR de utilizar disfarçadamente os nossos impostos, para meter milhoes na Sata, na Tap, na Ryanair….levando estas companhias a cobrarem passagens de avião entre açores e continente por mais de 500 euros……….aliás é tudo o ke lhes apetece…… acho ke isto tem de ser denunciado a Bruxelas…..pois constitui uma ilegalidade ……

    • Frank on 10 Novembro, 2018 at 19:02
    • Responder

    Os islandeses não têm o cérebro congelado. Claro que não aceitam nunca o proposto sem grandes e profundas alterações, precisamente as que não interessam a SATA.

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