PPM quer saber quanto custa ao erário público regional o funcionamento do GaCS

A representação parlamentar do Partido Popular Monárquico (PPM), na Assembleia Legislativa dos Açores questionou o Governo Regional sobre a evolução dos custos globais do Gabinete de apoio à Comunicação Social (GaCS), entre os anos 2011 e 2016, e qual a sua dimensão.

Num requerimento entregue no parlamento açoriano, o deputado Paulo Estêvão constata que os órgãos de comunicação social regionais “vivem, atualmente, imersos em graves dificuldades financeiras e possuem um deficit evidente de meios humanos”, contrastando com o GaCS, que “está visivelmente dotado de meios e recursos muito substanciais e goza de uma enorme presença e influência no âmbito dos meios de comunicação social regionais”.

“Não está em causa a existência de um gabinete de apoio à comunicação social com a função de «assegurar a recolha, tratamento e
difusão de toda a informação oficial relativa à atividade dos diversos departamentos do Governo Regional e restantes organismos da
administração regional autónoma». O que pode revelar-se preocupante nesta matéria é o progressivo crescimento de uma entidade com recursos desproporcionados tendo em conta as suas funções e a fragilidade de recursos do contesto comunicacional em que se insere a sua ação”, refere.

O parlamentar recorda que “a construção de «máquinas» comunicacionais de grande dimensão e poderio foi uma estratégia utilizada, de forma recorrente, por todos os regimes autoritários que marcaram boa parte da História do século XX”.

“Não é só a censura que pode ter efeitos devastadores nos sistemas democráticos é também a posse de meios e de instrumentos de
comunicação demasiados poderosos e omnipresentes”, critica Paulo Estêvão.

O deputado monárquico entende que “os meios comunicacionais ao serviço dos governos devem ter uma dimensão moderada, guardar uma estrita neutralidade em questões partidárias e evitar tudo o possa assemelhar-se a propaganda, nomeadamente através do uso da repetição imoderada da notícia, da utilização descontextualizada do panegírico ou até da entrevista direta – que, obviamente, não possui qualquer objetividade crítica – a membros do Governo do qual dependem politicamente os funcionários destes serviços de comunicação”.

 

Requerimento: Pessoal afeto e custos do Gabinete de Apoio à Comunicação Social

 

 

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