PPM “obriga” Vasco Cordeiro a prestar esclarecimentos sobre falência do Grupo SATA

A representação parlamentar do PPM/Açores informou hoje que, no âmbito das suas competências potestativas, vai “obrigar” o presidente do Governo regional a prestar depoimento a respeito das “suas responsabilidades institucionais e políticas na situação ruinosa em que se encontra o Grupo SATA”.

Em comunicado, o deputado Paulo Estêvão considera que Vasco Cordeiro “é o principal responsável pela situação de falência em que o Grupo SATA se encontra”.

“A ele se devem as principais opções estratégicas – quer como secretário da Economia, quer como presidente do Governo regional – que arruinaram o Grupo SATA. Foi ele que ordenou a abertura e a manutenção de rotas ruinosas na Europa que arruinaram a companhia e a colocaram numa espiral descendente. Endividada e fragilizada do ponto de vista financeiro, a empresa entrou em colapso”, afirma.

Concretizando, o parlamentar monárquico aponta a criação e a exploração de “rotas ruinosas” no Norte da Europa, em nome da defesa do turismo, e o incentivo ao endividamento da empresa “para além de todos os limites do razoável”.

“Foi Vasco Cordeiro quem nomeou os sucessivos presidentes do Conselho de Administração que falharam estrepitosamente na gestão da empresa. Foi Vasco Cordeiro quem manteve uma dívida brutal do Governo regional em relação à SATA, algo que obrigou a empresa a recorrer à banca em condições muito desfavoráveis. Foi Vasco Cordeiro quem avalizou a conceção e execução de planos de negócio irrealistas e absurdos. Foi Vasco Cordeiro quem paralisou o processo de renovação da frota da SATA. Finalmente, Vasco Cordeiro é o responsável por um processo de privatização parcial da SATA Internacional que se está a revelar um absoluto fracasso”, realça Paulo Estêvão.

Considerando que o presidente do Governo dos Açores deve ser “diretamente confrontado com as suas responsabilidades no âmbito do processo de falência e destruição da capacidade operacional e logística da SATA”, o deputado do PPM/Açores entende que Vasco Cordeiro deve “sentar-se na Comissão de Inquérito ao Sector Público Empresarial Regional para aí assumir as suas responsabilidades”.

De realçar que o chefe do executivo açoriano tem a faculdade legal de responder por escrito, mas a Representação Parlamentar do PPM acredita que Vasco Cordeiro “terá a coragem política de responder presencialmente às questões que os deputados lhe queiram colocar”.

 

 

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