PCP quer esclarecimento político sobre eventual privatização da SATA

Aníbal PiresO coordenador regional do PCP/Açores manifestou-se hoje contra uma eventual privatização da transportadora aérea açoriana SATA e desafiou todos os partidos a clarificarem a posição nesta matéria.

“Quando falamos em privatização falamos em privatização total ou parcial e o PCP opõe-se claramente a qualquer privatização do grupo SATA, seja ela parcial, seja ela total”, afirmou Aníbal Pires no final de uma reunião com a administração da SATA, em Ponta Delgada.

O também deputado comunista na Assembleia Legislativa Regional referiu que no plano de negócios 2015-2020 da empresa açoriana está inscrita e calendarizada “a diversificação do capital social do grupo”, adiantando que o PCP “sempre entendeu isso como uma perspetiva de privatização”.

Aníbal Pires expressou ainda o desejo de ver os outros partidos com assento no parlamento regional, “designadamente o Partido Socialista”, maioritário, a clarificarem a sua posição, mas também o PSD, o maior partido na oposição.

“O PSD tem vindo a dizer, até pela voz do seu líder, que é contra a privatização da SATA, mas interessa saber qual é a dimensão desta afirmação”, declarou.

Aníbal Pires estendeu ainda o convite aos outros partidos que, não tendo deputados eleitos no parlamento açoriano, vão concorrer às eleições legislativas regionais de 16 de outubro.

“É bom que os açorianos percebam o que é que cada um dos partidos políticos pensam sobre esta importante empresa regional”, acrescentou.

O presidente do conselho de administração da SATA, Paulo Meneses, disse aos jornalistas que a “dispersão do capital não significa a privatização”.

“Não tenho dúv6ida de que o Governo (Regional) não quer a privatização da empresa”, reiterou, notando que tal “pode significar a entrada de capital, seja ele privado ou público, desde que não seja a maioria do capital, isto é, mais de 50% capital privado”.

Paulo Meneses reafirmou que esta é matéria de decisão do acionista, a região, considerando não ver que “haja vontade de privatizar a empresa”.

Questionado sobre a eventual renovação da frota da companhia aérea, o responsável declarou que “há muitas soluções para corresponder” às necessidades da transportadora e que, neste momento, está “numa fase de consulta interna da empresa, de ouvir os trabalhadores, de apresentar as soluções” para o futuro da SATA no âmbito da revisão do plano estratégico, remetendo para outra ocasião declarações sobre o modelo que está a ser delineado.

 

 

 

Lusa/+central

 

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