Fev 05 2018

PCP entende que “falhanço” do Governo dos Açores comprova-se nos dados estatísticos

A Direção da Organização Regional dos Açores (DORAA) do PCP entende que o Governo Regional está “desgastado”, e que o “falhanço” da sua governação é “facilmente comprovado pelos dados estatísticos”.

Em comunicado, a estrutura regional comunista refere que “este é um Governo isolado e à deriva. Um Governo autoritário, incapaz de cultivar o diálogo democrático que tem o seu apoio numa maioria parlamentar absoluta decadente, acrítica e subserviente. Um governo, um partido e uma maioria absoluta a necessitarem de serem reciclados e de reaprenderem a ouvir e a ler os indicadores sociais, políticos e económicos”.

“O desgaste do Governo do PS/Açores é cada vez mais evidente, o falhanço da governação é facilmente comprovado pelos dados estatísticos, que colocam os Açores na cauda em praticamente todos os vectores que poderiam contribuir para sermos uma Região mais desenvolvida social e economicamente”, constatam.

A estrutura política liderada por Vítor Silva entende que há “a necessidade, para que a nossa Região se possa desenvolver de forma sustentável e harmoniosamente, de assumir os erros das “opções políticas e económicas”, implementar a “humildade democrática” e a “capacidade de governar com um projeto político policromático”.

“A tentativa de controlo ou condicionamento político do PCP Açores, ou a tentativa de limitar a liberdade de ação de estruturas sindicais e dos seus dirigentes são reveladores do desespero e das fragilidades do PS/Açores”, realçam, salientando que “assistimos cada vez com mais frequência, a várias tentativas de malabarismo político, quer das estruturas de base, como aconteceu em relação à ilha do Pico, em que o PS Pico, despojado de vontade própria e completamente submisso ao Governo Regional, usa o ataque pessoal, para justificar a falta de argumentos políticos e sobretudo de propostas concretas que defendam os interesses e direitos dos picoenses”.

Os comunistas açorianos questionam se o PS Pico considera que as decisões políticas do Governo Regional, na educação, na saúde, nas acessibilidades terrestres, marítimas e aéreas e, agora em relação à situação vivida pelos trabalhadores da COFACO, são as que melhor servem a ilha e os picoenses?

O PCP/Açores esclarece ainda que, “a outro nível e na estrutura da cúpula, assistimos à manipulação das palavras, numa tentativa constante de, por obra e graça da magia dos números, iludir a opinião pública”.

“Não bastando o logro da interpretação dos indicadores estatísticos, desta vez o tema foram os cartazes do PCP, que defendem o salário mínimo nacional para os 600 euros, afirmando o vice-presidente do Governo Regional, que nos Açores o salário mínimo regional é de 609€, superior ao que pretende o PCP”, esperamos que meramente por lapso, não tivesse referido, que se o salário mínimo nacional fosse 600 €, como está a lutar o PCP, na região e porque o salário mínimo nacional beneficia de um acréscimo de 5%, o salário mínimo regional seria de 630€, mais 21 €, do que o em vigor”, esclarecem.

Ainda sobre esta questão do acréscimo regional ao mínimo nacional, os comunistas referem que “o aproveitamento político do Governo Regional tem sido norma, passando a ideia de cada vez que há uma atualização do salário mínimo nacional, o Governo Regional aumenta este salário em 5%, pura ilusão”.

“Este foi um mecanismo criado pela Assembleia Regional, por proposta do PCP/Açores, que enquanto estiver em vigor faz que a toda e qualquer atualização do salário mínimo nos Açores beneficie de um aumento de 5%”, destacam.

Para o PCP/Açores, “avolumam-se os sinais que mostram que é urgente uma profunda mudança de políticas a nível regional, que não será possível enquanto o PS mantiver uma maioria absoluta”.

“Para essa mudança, ganha uma importância decisiva o reforço do PCP/Açores, a par do aumento e do crescimento das lutas dos trabalhadores e da população, em defesa dos seus direitos, dos seus interesses e do desenvolvimento das suas ilhas e do arquipélago dos Açores no seu conjunto”, concluem.

 

 

 

 

GI PCP/+central

 

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