PCP/Açores quer conhecer termos da privatização da conserveira Santa Catarina

A representação parlamentar do PCP/Açores questionou hoje o Governo regional sobre os termos da anunciada privatização da Santa Catarina – Indústria Conserveira, na ilha de São Jorge.

Num requerimento entregue no Parlamento açoriano, o deputado João Paulo Corvelo refere que “é de conhecimento público que estão em curso negociações para a privatização da empresa conserveira Santa Catarina”, realçando que, “no entanto, todo esse processo tem sido omitido da população”, situação que considera “inaceitável e inadmissível”, bem como “a falta de informação imposta aos trabalhadores por parte da administração da empresa”.

“Impõe-se, portanto, que os trabalhadores da empresa Santa Catarina, bem como a população em geral, sejam devidamente esclarecidos pelo Governo regional sobre qual o futuro desta empresa, tendo em conta o impacto económico que a mesma tem na ilha de São Jorge”, sublinhou, considerando que esta privatização “é mais um passo para o abandono das indústrias locais por parte do Governo regional, devido ao seu foco pelo turismo”.

João Corvelo realça que a privatização da conserveira Santa Catarina terá um forte impacto na economia local jorgense, lembrando que a empresa é responsável pela manutenção de 139 postos de trabalho, sendo 19 masculinos e 120 femininos.

“Estes números de postos de trabalho criados é algo muito significativo para uma ilha dita pequena ou ilha de periferia, o que constitui em si um autêntico projeto de responsabilidade social assumido por esta empresa”, destaca.

Face à inexistência de informações relativas à estratégia de investimento e capitalização da empresa Santa Catarina, o que, segundo João Corvelo, “tem levado a um impasse na própria empresa que irá sair prejudicada de toda esta espera”, o parlamentar comunista quer saber se avançará a privatização anunciada em fevereiro de 2018.

João Paulo Corvelo requer ainda o caderno de encargos da privatização e a estratégia de compra da empresa, questionando se “existe a garantia que todos os funcionários estão inseridos nessa negociação”.

 

 

Foto: Direitos Reservados

+central

 

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