Orçamento municipal prevê aumento do investimento público na Horta com criticas do PSD

hortaO orçamento do município da Horta para 2017, já aprovado em reunião do executivo, prevê aumentar em 535 mil euros o investimento público, para a construção de uma nova conduta adutora de água e para a reabilitação da rede viária municipal do concelho.

“O orçamento tem um investimento superior que reflete duas áreas de atuação: a ligação da conduta de água adutora, que liga os Flamengos à cidade, que é muito importante, e também a ligação da rua Cônsul Dabney ao resto da cidade”, explicou à agência Lusa o presidente da Câmara, José Leonardo Silva.

O documento aprovado com os votos a favor do PS e os votos contra do PSD, é de cerca de 14,5 milhões de euros, estando 6,9 milhões reservados para investimento e 7,5 milhões para o pagamento de despesas correntes.

Segundo o edil socialista, os principais investimentos previstos pelo município para o próximo ano são a reabilitação da rua Cônsul Dabey (uma das principais vias rodoviárias da cidade), a remodelação do mercado municipal e a construção de novas bolsas de estacionamento.

“Este orçamento tem, também, um enfoque especial na obra da frente mar da cidade”, adiantou o autarca, acrescentando que a reabilitação da zona marginal da cidade vai avançar em 2017, com um investimento de 1,2 milhões de euros, para conclusão do projeto e início da obra.

O autarca frisou que os documentos têm também uma “vertente social muito forte”, que se reflete, por exemplo, na proposta de alteração do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que passará a ter um desconto maior para as famílias mais numerosas.

“Além disso, pretendemos também injetar tesouraria na economia local, continuando a baixar o prazo de pagamento a fornecedores, que já foi de 121 dias e que hoje está nos 23 dias”, disse o presidente do município.

Os vereadores do PSD, que estão em minoria na Câmara da Horta, optaram por votar contra, sem, no entanto, contestarem os números apresentados.

Laurénio Tavares, vereador social democrata, alegou que o plano é “de fim de mandato”, que acaba por “dar continuidade à grande maioria dos objetivos dos planos anteriores” e iniciar projetos “que há muito deviam estar concretizados”.

“Este plano também é bem demonstrativo da falta de planeamento da gestão socialista para opções e investimentos estruturantes, como sejam a reabilitação de estradas ou a execução do projeto de saneamento básico, cuja planificação efetiva se desconhece”, lamentou o vereador do PSD.

 

 

 

 

Foto: Direitos Reservados

Lusa/+central

 

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