Oposição revelou-se “enciumada, ensimesmada, desinteressada e desanimada” (Vídeo)

carlos-cesar-debate-quinzenalO presidente do grupo parlamentar do Partido Socialista, na Assembleia da República, adjetivou, em balanço do primeiro ano parlamentar da atual legislatura, a oposição parlamentar de “enciumada, ensimesmada, desinteressada e desanimada”.

“Portugal nem sempre contou com toda a oposição partidária na defesa externa do nosso país. Os portugueses conviveram com uma oposição enciumada, ensimesmada, desinteressada das alternativas e desanimadora”, afirmou Carlos César numa declaração política no parlamento nacional.

No entender do parlamentar, Portugal confronta-se “com uma oposição partidária destrutiva, que aposta na desilusão e no insucesso coletivo, como se deles pudesse tirar proveito”, realçando que neste sentido tem estado pior o PSD do que o CDS.

Segundo o socialista, o CDS “ainda diz ao que vem” mas o PSD “aposta no deserto para medrar”.

“Seja como for, o país prossegue, o país trabalha para recuperar, com a força dos trabalhadores, dos empresários e dos empreendedores”, salientou.

Carlos César admitiu que “os tempos são difíceis”, dando como exemplo as “sucessivas” revisões em baixa para o crescimento económico mundial, mas entende que existem indicadores que devem ser valorizados.

“Devemos mobilizar, com prioridade, todos os esforços para que a confiança em Portugal se traduza em mais investimento, mais crescimento, mais riqueza e mais emprego. Não alcançámos ainda a velocidade desejada para o fazer, muito também, pelas incapacidades geradas no passado, pela crise económica e pela descapitalização das empresas, pela crise das finanças públicas e do aumento da dívida e pela crise bancária que o Governo anterior negligenciou e encobriu”, acusou o líder parlamentar, confiante que “lá chegaremos”.

Carlos César frisou que a OCDE “apontou, hoje mesmo, para uma recuperação em curso, clara, da economia portuguesa”.

“As exportações aumentaram face ao início do ano, não há nenhum indicador de confiança pior do que há seis meses atrás, a taxa de desemprego é a mais baixa desde 2010. Ao contrário do passado, a recuperação dos indicadores do mercado de trabalho ocorre com menos 57 mil pessoas nos programas ocupacionais, do que em junho de 2015”, referiu, acrescentando que “em apenas um semestre” foram criados 41 mil empregos líquidos enquanto o anterior Governo, em quatro anos e meio,”destruiu 240 mil”.

O deputado açoriano realçou que a execução orçamental “conservar-se-à, em linha, com as limitações do défice”.

 

 

 

Foto: Direitos Reservados

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