OE 2018: CDS-PP considera proposta “recheada de boas intenções, mas cheia de más ações”

O presidente do grupo parlamentar do CDS-PP, na Assembleia Legislativa dos Açores, considerou hoje que a proposta de Orçamento de Estado “do Governo do PS, do BE e do PCP, é recheada de boas intenções, mas cheia de más ações”.

Numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo, para apresentação das principais conclusões das Jornadas Parlamentares dos populares que se realizaram, durante o fim de semana, e que serviram para analisar o Orçamento de Estado para o próximo ano, foram apontadas como prioridades as cadeias da Horta e de Ponta Delgada, o radar meteorológico da Serra de Santa Bárbara e a descontaminação de solos e aquíferos na Terceira.

Nestas jornadas onde também participou o líder parlamentar do CDS-PP na Assembleia da República, Nuno Magalhães, os centristas anunciaram que vão reivindicar da República 14 milhões de euros de investimento para a Região, para fazer face às prioridades descritas.

Salientando positivamente a atitude e disponibilidade do grupo parlamentar do CDS na Assembleia da República, Artur Lima, acentuou o trabalho de campo e as reuniões de trabalho mantidas, apontando visitas às zonas contaminadas pelos norte-americanos e à Serra de Santa Bárbara, onde do radar meteorológico sobra “apenas uma torre metálica com escadas”.

Nuno Magalhães criticou o facto de Carlos César vir aos Açores anunciar propostas que “não são quantificadas em sede de Orçamento”, assegurando que “no CDS há transparência”, ou seja, “não há visitas da República a prometer tudo e o mundo inteiro e, depois, quando se regressa a Lisboa, não se quantifica nada”.

Os democratas cristãos anunciaram a apresentação de propostas de alteração ao Orçamento do Estado do próximo ano reivindicando para os Açores investimentos públicos nacionais na ordem dos 14 milhões de euros.

Discriminando, Nuno Magalhães anunciou: “para a reabilitação do estabelecimento prisional da Horta vamos propor uma verba de 250 mil euros; para a urgente construção do novo estabelecimento prisional de Ponta Delgada vamos propor 2 milhões”. Nisso, ironizou o líder parlamentar nacional, “vejo com muito interesse o facto de Carlos César ter vindo aos Açores prometer 750 mil euros para avançar com a reabilitação da cadeia da Horta e com a construção da nova cadeia de Ponta Delgada, como se alguém acreditasse que, com esta verba, há alguma intenção real de avançar seja com que obra for”. Assim, concretizou, “no espírito responsável” que diz nortear a ação do CDS, e considerando “manifestamente insuficientes” os 750 mil euros que o PS diz que vai inscrever no Orçamento de Estado, os populares anunciam que: “vamos reforçar esta verba”. No total, para Horta e Ponta Delgada, o CDS reivindica mais de 2,2 milhões de euros.

Por outro lado, prosseguiu Nuno Magalhães, “vamos insistir, pelo terceiro ano consecutivo, na proposta para instalação do radar meteorológico de Santa Bárbara”, frisando que “esta é uma história que merece ser contada”. E porquê, simples: “Em 2016, o CDS apresentou uma proposta para a instalação do radar; o PS aprovou-a, mas não a executou. Em 2017, O CDS voltou a apresentar a proposta, que foi chumbada, porque o PS tinha uma alteração programática ao Orçamento, incluindo apenas uma norma que obrigava que o Governo cumprisse com a lei e fizesse o investimento na instalação do radar, mas não cumpriu. Agora, para que não fiquem dúvidas e para que Carlos César não volte à sua Região a dizer que quer o Governo da República a cumprir a lei, que depois não cumpre, o CDS vai apresentar uma proposta para instalação do radar no valor de 1,5 milhões de euros”.

 

 

 

 

GI CDS-PP/+central

 

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