OE 2018: António Ventura não espera o cumprimento das medidas destinadas aos Açores

O deputado do PSD/Açores, na Assembleia da República, não espera que o Governo execute as medidas destinadas à Região Autónoma dos Açores, anunciadas no Orçamento do Estado para 2018.

“Este Governo da República usa uma estratégia do tipo nós vamos criando uma expetativa, vamos criando uma ilusão, um cenário e um ponto de ordem do agora é que vai ser, relativamente àquilo que são as promessas, mas sem nunca as realizar”, afirmou António Ventura ao jornal +Central, no balanço do meio mandato do XXI Governo Constitucional.

Como exemplos desta estratégia, o social democrata aponta as situações das cadeias de Ponta Delgada e da Horta, os radares meteorológicos e a questão dramática da descontaminação na ilha Terceira, considerando que são temas que “estão em banho-maria”.

António Ventura recorda que, em finais de 2015, os Governos da República e Regional dos Açores e os candidatos do PS às legislativas nacionais prometeram “diligências rápidas” para todas estas situações.

“Na verdade, as diligências rápidas estão a tornar-se diligências morosas”, lamenta, considerando que “os anúncios são muito diferentes da prática”.

O parlamentar açoriano tem muitas dúvidas, e desconfianças, sobre as capacidades de negociação deste Governo da República, em matérias muito importantes para os Açores, em particular, e para Portugal, no seu geral.

Destacando a situação da Base das Lajes, António Ventura refere que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, “tem demonstrado ser um péssimo negociador e um grande mentiroso”.

“Os açorianos, e em especial os terceirenses, só podem voltar a acreditar neste Governo quando houver concretização”, enfatizou.

O deputado do PSD recordou, ainda, que foi o próprio Governo Regional que afirmou ser uma vantagem ter um Governo do PS na República, desafiando Vasco Cordeiro a comprovar que existe essa vantagem.

Sobre os partidos de esquerda que suportam este Governo do PS, António Ventura entende que funciona em dupla personalidade, defendendo uma coisa na República e outra na Região Autónoma dos Açores.

“Na Região, são reivindicativos, relativamente à Base das Lajes e à descontaminação. O PCP e o Bloco de Esquerda, nos Açores, são contra a presença de forças norte-americanas na Base das Lajes mas são a favor de uma descontaminação abrangente e responsável e cá fora não abrem o bico”, criticou porque “não querem chatear o seu parceiro de coligação”.

 

 

 

+central

 

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