Números do desemprego nos Açores com diferentes leituras para Governo e TSD

O Vice-presidente do Governo destacou hoje, em Angra do Heroísmo, que a taxa de desemprego de 10,4% registada nos Açores no final de 2016 é a mais baixa “dos últimos cinco ano e meio”, frisando que “desde o segundo trimestre de 2011 que o desemprego não era tão baixo” na Região, tendo-se situado abaixo da média nacional.

“A taxa de desemprego nos Açores hoje divulgada – 10,4% no final de 2016 – é a mais baixa taxa de desemprego em 22 trimestres, o que significa que os Açores registam a menor taxa de desemprego dos últimos cinco ano e meio”, afirmou Sérgio Ávila, numa referência aos dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O Vice-presidente, que falava aos jornalistas numa conferência de imprensa, sublinhou também que a taxa de desemprego “diminuiu mais de 2,2 pontos percentuais, o que representa uma redução de 13%”, apenas no último ano.

Esta nova redução, segundo Sérgio Ávila, “consolida a tendência de diminuição que se verifica desde 2014, quando a taxa de desemprego atingiu os 18%”, acrescentando que, a partir dessa data, “tem vindo consecutivamente a diminuir, tendo baixado para 15,5% no final de 2014, reduzido novamente para 12,6% em 2015 e voltado a diminuir agora para 10,4%”.

No último ano, de acordo com o INE, verifica-se uma diminuição de 2.782 Açorianos desempregados (-18%) e registam-se mais 1.939 Açorianos a trabalhar.

Sérgio Ávila considerou que esta redução do desemprego “é ainda mais relevante quando se refere a um trimestre [o último do ano] cuja sazonalidade evidencia normalmente um crescimento do desemprego”, verificando-se que, em relação ao trimestre anterior, existem menos 404 Açorianos desempregados.

“Para estes resultados contribui uma acentuada redução da taxa de desemprego jovem, que é a mais baixa desde 2012 e registou uma diminuição de 42% em apenas dois anos”, destacou o governante.

Sérgio Ávila salientou que estes dados “reforçam a convicção de que estamos no caminho certo e a conseguir, progressivamente e de forma segura e sustentada, aumentar o emprego e reduzir o desemprego na Região”, através da implementação das medidas inscritas na Agenda Açoriana para a Competitividade Empresarial e Criação de Emprego, mas também da “capacidade que os Açorianos revelaram para aproveitar os apoios e os incentivos criados”.

“Hoje, nos Açores, há mais 8.938 Açorianos empregados e menos 9.171 Açorianos desempregados do que há apenas três anos”, frisou.

Sérgio Ávila sublinhou que “estes resultados, sendo muito positivos, correspondem a uma tendência que o Governo dos Açores pretende reforçar este ano”, incrementando “ainda mais as políticas ativas de criação de emprego”.

O governante considerou ainda que estes resultados “confirmam também a pertinência da reorientação progressiva das medidas de apoio ao emprego, que se devem dirigir cada vez mais para assegurar uma maior estabilidade do emprego, a redução do caráter precário das relações laborais, incentivando a realização de contratos sem termo e a integração no quadro dos trabalhadores, e a progressiva melhoria das remunerações”.

Já para os Trabalhadores Social Democratas (TSD) os números têm outra leitura, apontando que “a situação do desemprego continua a ser grave nos Açores”.

“Apesar de alguns registos favoráveis, hoje apontados pelo INE, a Região está longe de poder considerar que o desemprego é um problema ultrapassado. De facto, mais de 20 mil açorianos não têm emprego e isso tem que preocupar a governação e mobilizar os responsáveis políticos – da maioria e da Oposição – e os agentes económicos”, refere Joaquim Machado em comunicado.

A estrutura política salienta que “além dos dados apurados no inquérito do INE, há que ter em conta o facto de mais de 7.100 açorianos estarem integrados em programas ocupacionais de emprego, sem que isso signifique para eles e para as suas famílias um rendimento estável e duradouro”, constatando que “esse número atingiu em dezembro passado valores nunca antes registados, evidenciando a inoperância das medidas governamentais para a criação de emprego”.

“Ainda que a população empregada tenha crescido nos últimos anos, a verdade é o número de açorianos com emprego é inferior ao registado, por exemplo, entre 2006 e 2010, inclusive. Simultaneamente, verifica-se que só nos últimos seis anos o desemprego cresceu nos Açores acima de 65% – de 8.100 para 13.400 desempregados”, realçam

Os TSD/Açores estão igualmente preocupados com o facto de mais de um terço dos desempregados inscritos nos centros de emprego da Região estarem nessa situação há mais de um ano e de 46,5% desses indivíduos terem menos de 35 anos, o que “evidencia bem o caráter estrutural do desemprego nas nossas ilhas”.

 

 

 

 

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