Nova Biblioteca Pública e Arquivo Regional “faziam muita falta” à Terceira

Avelino MenesesO secretário regional da Educação e Cultura destacou hoje, em Angra do Heroísmo, a aposta do Governo dos Açores no setor da cultura, com a inauguração das novas instalações da Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, um investimento de cerca de 18 milhões de euros, reconhecendo que “faziam, efetivamente, muita falta”.

Avelino Meneses, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia, salientou que o “fantasma” criado à volta da localização e dos custos desta nova infraestrutura, que se desenvolve por três pisos numa área bruta superior a 9.000 m2, “fica afastado”, acrescentando que o passado, “neste caso, está encerrado, a partir de agora temos o presente e o futuro, que são promissores”.

Nesse sentido, afirmou que, com a inauguração deste novo edifício, que alberga cerca de 250 mil livros, resolvem-se “de uma assentada as insuficiências de uma biblioteca com patente de depósito legal”, que “não revertia em benefício público” por falta de área de exposição e por possuir um arquivo “muito extenso, quiçá o maior do arquipélago”, num acervo disperso por vários depósitos na cidade de Angra, com todos os inconvenientes daí inerentes.

“A partir de agora, é uma vida nova” na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo, redenominada de ‘Luís da Silva Ribeiro’, um Açoriano nascido na ilha Terceira que, em particular na década de 20 do século passado, se destacou na política, mas também como estudioso, especialmente da História e da Etnografia.

Luís da Silva Ribeiro foi, entre outras causas, defensor precisamente da criação de um arquivo, de uma biblioteca e de um museu na Terceira.

O governante disse acreditar, assim, que “não haverá problema, de forma alguma, nos próximos anos em matéria de espaço” nas novas instalações, reconhecendo, no entanto, que, dados todos os procedimentos necessários à transferência dos livros e documentos, haverá alguns constrangimentos.

“É uma transferência que não se pode fazer de um momento para o outro”, afirmou.

Todos os livros, como os demais acervos, estão a ser sujeitos a um processo de desinfestação e tratamento, em bolha e depois por expurgo, o qual, pelas suas especificidades, irá impossibilitar de imediato o acesso dos interessados a toda a documentação.

 

 

 

 

GaCS/+central

 

Link permanente para este artigo: http://maiscentral.com.pt/nova-biblioteca-publica-e-arquivo-regional-faziam-muita-falta-a-terceira/

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.