Município de Ponta Delgada avança com Taxa Turística em 2018

O presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada anunciou que está a preparar-se para aplicar a taxa turística, a partir de janeiro de 2018, esperando arrecadar uma receita extraordinária anual superior a meio milhão de euros.

Cobrando um euro por cada dormida nas unidades de alojamento turístico existentes no concelho, o município espera canalizar a receita para a beneficiação de pontos turísticos de interesse e para equipamentos municipais que servem o setor, como sejam a sinalética, a recolha do lixo e trilhos pedestres.

Segundo o  jornal Açoriano Oriental, a edilidade já iniciou conversações com a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada e com a representação nos Açores da Associação da Hotelaria de Portugal, tendo recebido o feedback positivo de ambas as organizações.

Em declarações ao diário açoriano, o José Manuel Bolieiro disse que a taxa turística não foi lançada mais cedo em Ponta Delgada em nome de uma maior consolidação do destino, sobretudo após a liberalização do espaço aéreo – a 29 de março de 2015 – que permitiu o início da operação das companhias aéreas ‘low cost’ em São Miguel.

O edil lembra que esta é uma decisão já implementada em várias cidades europeias e portuguesas e que se justifica na principal urbe açoriana. Mais a mais, quando “Ponta Delgada é já um ponto de atração, faz despesa e quer aproveitar a receita oriunda desta taxa para dedicar à melhoria, desde logo da sinalética (turística) e do tratamento de resíduos sólidos urbanos”.

Bolieiro compromete-se em fazer alocar a referida receita àquela que for a despesa municipal destinada a valorizar a “capacidade de bem receber o turista e promover Ponta Delgada como destino turístico”.

Reafirma tratar-se de um projeto que só será realizado com “uma boa concertação e diálogo” com as partes interessadas. “Já fiz abordagens sobre essa matéria. Todos aceitam como razoável esta opção, como fazê-la e a partir de quando, estamos exatamente a avaliar. A minha preocupação é fazer de Ponta Delgada um destino turístico consolidado”, frisa.

O autarca quer a qualificação da oferta no concelho ao nível do alojamento, restauração e atividades turísticas, propondo-se para isso melhorar, por exemplo, a sinalética respeitante aos pontos de atração na cidade.

“É investimento que pretendemos fazer, precisamos de angariar receita e queremo-nos comportar como as cidades europeias de grande atração turística e, portanto, mantermo-nos na linha do que no país e na Europa se desenvolve”, referiu.

O presidente da Câmara de Ponta Delgada afirma que a autarquia não está à procura de receita “de forma perturbadora”, e portanto – com base na criação de uma “estratégia” – quer que a taxa turística seja uma “oportunidade” e não um “problema”. “Não queremos criar uma perturbação naquilo que está a ser, felizmente, uma boa consolidação de Ponta Delgada como destino turístico, onde o volume de crescimento de dormidas e de visitas tem vindo a crescer. Vamos consolidar isto, mas construir também esta solução”, salientou.

 

 

 

 

 

Foto: Direitos Reservados

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