Marinha percorreu em 2017 mais de 39 mil milhas náuticas em fiscalização nos Açores

A Marinha, através do Comando da Zona Marítima dos Açores, informou hoje que, no âmbito das suas competências, percorreu um total de 39.262 milhas náuticas (cerca de 72.713 quilómetros) em fiscalização na Zona Económica Exclusiva (ZEE) dos Açores e áreas adjacentes sob responsabilidade do Estado Português.

Para garantir uma presença efetiva no mar dos Açores, a Marinha empenhou dois Navios Patrulhas Oceânicos — NRP Viana do Castelo e NRP Figueira da Foz — e duas Corvetas — NRP Jacinto Cândido e NRP António Enes.

“Ao longo de 2017, estes navios efetuaram 103 fiscalizações a embarcações no mar, representando mais 21% do que em 2016, tendo sido identificadas 77 embarcações legais e 26 embarcações em presumível infração, das quais uma embarcação estrangeira”, afirmam em comunicado.

As ações de fiscalização da pesca e dos espaços marítimos tiveram especial enfoque na deteção de embarcações a operar de forma ilegal nas águas portuguesas e em zonas de pesca interdita, nomeadamente nos limites da ZEE, entre as 100 e 200 milhas náuticas, onde foram realizadas oito ações de fiscalização a embarcações portuguesas e comunitárias, na Reserva Natural Regional dos Ilhéus das Formigas, Banco D. João de Castro, Banco Condor e Banco dos Açores.

No que respeita às infrações verificadas em 2017, o maior número corresponde à inexistência, deficiente funcionamento ou inspeções fora da validade em equipamentos de segurança e de apoio à navegação, como coletes salva-vidas, extintores, sinais pirotécnicos, sistemas de comunicações por radio e radares de navegação.

Importa realçar que a segurança da tripulação a bordo é uma responsabilidade do comandante do navio ou do mestre da embarcação, devendo ser uma prioridade para todos os que andam no mar. Os equipamentos de segurança e de comunicações são essenciais a bordo, e podem contribuir decisivamente para o salvamento atempado dos homens do mar, em situação de perigo.

Realça-se, na realização de duas missões de fiscalização dos espaços marítimos, a colaboração conjunta da Força Aérea Portuguesa (FAP) e da Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA), de que resultou a deteção de três embarcações de pesca em presumível infração.

No que respeita a missões de vigilância e fiscalização em apoio à Autoridade Marítima Nacional destacam-se as ações conjuntas na Reserva Natural Regional dos Ilhéus das Formigas, da qual resultou a deteção e interceção de uma embarcação a pescar no interior da reserva, e as ações de fiscalização subaquática na Reserva Marinha da Ribeira Quente e na Reserva do ilhéu, área protegida da costa Oeste e Baía de S. Mateus, na ilha Graciosa.

“2017 foi assim um ano muito positivo em termos da prevenção e preservação dos recursos (garantindo melhor a sua sustentabilidade), e para melhorar a consciência dos homens do mar sobre a necessidade de trabalharem dentro da lei e em segurança, para beneficio de todos, no presente e no futuro”, conclui no comunicado de imprensa.

 

 

 

 

Foto: Marinha

ZMA/+central

 

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