Maioria absoluta socialista gera debate no parlamento dos Açores

ZuraidaA representação parlamentar do Bloco de Esquerda Açores criticou hoje, no Faial, a “falta de rigor e transparência, o clientelismo e os favorecimentos nos concursos públicos para a administração regional, considerando que são os “piores vícios da maioria absoluta” que existe nos Açores.

“Há dois Partidos Socialistas. Há um na Assembleia da República, que não tem maioria absoluta e por isso está obrigado ao diálogo, à negociação e à humildade democrática, e há outro nos Açores, que se esconde atrás da sua impunidade transmitida pela maioria absoluta que tem” acusou Zuraida Soares, numa Declaração Política.

Na manhã do primeiro dia dos trabalhos parlamentares de julho, a parlamentar do BE acusou o Governo Regional de “desbaratar dinheiro público a servir clientelas”, “continuar a derramar dinheiro, para montar e manter rendas de empresas que mais não fazem do que parasitar os serviços públicos será, para alguns, um bom augúrio de vida, mas é, para a generalidade dos açorianos, um verdadeiro desfalque”.

A par do rentismo que favorece alguns, a coordenadora regional denunciou, também, a existência de “concursos públicos com ‘cartas marcadas’, no quais já se sabe quem entra e quem não entra”.

“Chamam-nos um partido de protesto, e fazem bem, porque protestamos contra a injustiça, o favoritismo e a prepotência. Dizem que lançamos atoardas, e fazem mal, porque as denúncias que fazemos têm protagonistas reais, a cores e ao vivo, para as confirmar”, salientou Zuraida Soares.

No entender do vice-presidente do grupo parlamentar do PS/Açores, a maioria parlamentar do PS na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores “é um fator de estabilidade e de confiança para os açorianos”.

“A maioria que os açorianos têm atribuído ao PS ao longo dos últimos anos tem permitido atingir os resultados que temos atingido, em diversas frentes”, referiu José San-Bento, em resposta ao BE/Açores.

O deputado socialista reiterou que o PS, tendo maioria de apoio no Parlamento Açoriano, sempre assumiu uma postura “positiva, reformista e dialogante” e que o “verdadeiro voto útil nas próximas eleições regionais é no PS”.

“O BE/Açores tem o direito de se afirmar como um partido de protesto. Não tem é o direito de fazer insinuações veladas, acusações que não concretiza e que não prova. Isso não é coragem. Coragem é comprovar acusações com fatos e não lançar um manto de suspeição sobre toda a administração pública regional”, lamentou José San-Bento.

 

 

 

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