Jorge Rita antevê encerramento definitivo da SINAGA “com milhões de euros de prejuízo”

O presidente da Federação Agrícola dos Açores (FAA) considerou hoje que a decisão de Governo Regional em reduzir a laboração da Sociedade de Indústrias Agrícolas Açorianas (SINAGA) foi “uma forma delicada para anunciar o fim da empresa”.

“Esta é uma decisão de fecho de fábrica. A laboração terminou o que vai fazer a SINAGA?”, refere Jorge Rita ao jornal Açoriano Oriental, acrescentando que a empresa “fecha a porta com milhões de euros de prejuízo acumulado” ao longo dos últimos anos.

“Nós já tínhamos alertado para esta situação há vários anos e lamentamos que tenhamos razão nesta matéria”, indicou o presidente da Federação Agrícola que, em diversas ocasiões, criticou o investimento público na empresa ao longo dos últimos anos.

O dirigente lembrou que esta “foi uma empresa que arrastou sempre prejuízos enormes. A desculpa foi sempre a manutenção dos postos de trabalho, mas acredito que só os calendários políticos impediram o fecho da empresa mais cedo”.

Jorge Rita considera que o fecho da SINAGA acontece “por estratégias totalmente erradas” e aponta que “todas as pessoas sabem que são os verdadeiros responsáveis desta situação”, porque durante “os últimos anos foram enterrados milhões sem nenhum projeto na empresa”.

O presidente da FAA salienta que o final da produção de beterraba representa “mais uma machadada na agricultura”, com o final de uma “produção secular nos Açores”.

“Ao longo dos últimas décadas terminaram diversas produções seculares na agricultura dos Açores, com grandes tradições”, lamentou o presidente da Federação Agrícola dos Açores.

Jorge Rita ainda não sabe “qual será a solução para os funcionários da empresa”, apesar do Governo Regional ter anunciado que a maioria iria ser integrado em departamentos da administração regional, enquanto 26 funcionários iriam continuar nos quadros da SINAGA.

Relativamente aos terrenos utilizados para a produção de beterraba, na ilha de São Miguel, Jorge Rita admite que “essas terras vão ser úteis para outras produções”, nomeadamente para os produtores de leite e produtores de hortícolas.

 

 

 

 

Foto: Direitos Reservados

AO Online/+central

 

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