“Insustentabilidade financeira” é a razão da descida do preço do leite ao produtor na Terceira

A razão apresentada pela direção da União de Cooperativas de Lacticínios Terceirenses (UNICOL) para baixar em um cêntimo o preço do litro de leite pago ao produtor, nas ilhas Terceira e Graciosa, é evitar a “insustentabilidade financeira” da empresa.

Em declarações à rádio pública regional, João Couto, presidente da UNICOL, referiu que a descida do preço deve-se ao facto daquela organização de produtores “não ter capacidade para pagar melhor”.

“Quando em setembro o preço do leite subiu dois cêntimos e a Lactogal, através da Pronicol só subiu um cêntimo, a UNICOL teve que assumir o outro cêntimo até 28 de Fevereiro, o que correspondeu a um esforço financeiro de cerca de um milhão de euros”, disse.

João Couto acrescentou que a UNICOL não podia ficar “numa situação económica insustentável” caso tivesse que assumir a descida do preço do leite.

“De forma alguma podemos colocar em causa a estabilidade económica da cooperativa”, referiu. Por outro lado, o presidente da UNICOL afirmou que os limites à produção de leite na Terceira e Graciosa vão ser mantidos este ano.

“Em 2017 foram produzidos mais de dois milhões de litros de leite para além do limite e ninguém pagou multas por isso”, disse.

No entanto, João Couto alertou para o facto de os limites à produção de leite terem que ser respeitados ao longo deste ano, até porque os dados referentes aos primeiros dois meses deste ano apontam para um aumento de sete por cento em relação a 2017.

Este tarifário estará em vigor de 1 de março a setembro de 2018, ficando os produtores a receber 25 cêntimos por litro de leite.

 

 

 

 

 

Foto: Direitos Reservados

CA/+central

 

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