Independentes querem implementar “infraestruturação do concelho” da Calheta

decio-pereiraO presidente do Município da Calheta anunciou hoje que vai recandidatar-se ao cargo, nas eleições autárquicas de 2017, para implementar um projeto autárquico que passa pela “infraestruturação do concelho”.

“A partir do próximo mandato, se for esse o entendimento da população, pretendemos avançar com o nosso projeto autárquico”, afirmou Décio Pereira, em declarações à Lusa, projeto esse que passa pela “infraestruturação do concelho, para dar resposta ao crescente fluxo turístico, pela requalificação da orla marítima e pela valorização do património e dos recursos endógenos”.

O autarca referiu que, em 2013, quando o grupo de cidadãos independentes ganhou o município da ilha de São Jorge, tinha como objetivo “organizar a câmara financeiramente e os seus serviços”, constatando que “esse objetivo está praticamente cumprido”.

O edil adiantou que, apesar de não ter maioria no executivo municipal – independentes e PS têm dois mandatos cada, e o PSD um – “nunca esteve em causa a governabilidade da câmara”.

“O orçamento nunca foi chumbado”, exemplificou, considerando que se trata “do reconhecimento do trabalho que tem sido feito pelo grupo de cidadãos independentes à frente dos destinos do município”.

Nestes três anos, o autarca apontou que a “maior dificuldade foi gerir uma câmara sem dinheiro e sem possibilidade de fazer obra”.

“Quando acabarmos o mandato, a nossa dívida vai estar bem abaixo dos quatro milhões de euros”, garantiu, destacando que neste momento a câmara paga a pronto aos fornecedores e cumpre, “desde há quase um ano, todos os requisitos que estavam no plano de saneamento financeiro”.

Segundo o presidente da câmara, no final do atual mandato o município terá liquidado “qualquer coisa como cinco milhões de euros de dívida”.

Décio Pereira realçou que, quando tomou posse, o município “nem sequer tinha capacidade para recorrer a fundos comunitários”, mas, “neste momento, está a elaborar projetos para apresentar candidaturas”.

O autarca acrescentou que assume o cargo a tempo inteiro, enquanto o seu vice-presidente a meio tempo, notando que “o município gastava muito dinheiro na parte executiva”, sendo esta também uma forma de poupar recursos, realçando que “é óbvio que, depois deste trabalho, tenho de me recandidatar”.

 

 

 

 

Lusa/+central

 

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