Graça Silveira quer melhorar acessibilidades em Angra do Heroísmo

A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo defendeu hoje uma cidade “para todos”, sem constrangimentos nem barreiras arquitetónicas.

“Uma Angra mais inclusiva”, defende Graça Silveira, assumindo o compromisso de “promover soluções para que Angra esteja preparada, quer em termos de serviços, quer em termos de infraestruturas, para que cada um possa ter uma vida própria e digna, independente e autónoma”.

Após uma ação onde percorreu, acompanhada de vários elementos da sua lista, as principais ruas e locais de interesse da cidade Património Mundial, a candidata autárquica constatou que “estão por resolver um sem número de questões tão básicas e essenciais como a quebra de barreiras arquitetónicas que tornam Angra uma cidade quase impossível para passear um carinho de bebé ou uma pessoa portadora de deficiência circular em cadeiras de rodas e os idosos”.

Como exemplos paradigmáticos, Graça Silveira regista que “o edifício sede dos Paços do Concelho nem sequer tem acessos facilitados a pessoas com mobilidade reduzida, não existe qualquer tipo de sinalização para invisuais e existem ruas em que os passeios são tão estreitos que nem sequer garantem segurança aos peões”.

“Uma cidade não é um postal ilustrado ou um parque de diversões. É um local onde as pessoas trabalham e vivem. Para isso são necessárias condições e qualidade de vida. Coisa que dificilmente se encontra em Angra. Tirando a elevação ao nível dos passeios que se fez de algumas das passadeiras para peões no centro histórico — se bem que continuamos a falar de passadeiras em pedra de calçada que cria dificuldades de circulação a cadeiras de rodas, carrinhos de bebé e idosos — nada mais se fez em Angra no sentido de reduzir as dificuldades de mobilidade dos cidadãos. Existem ruas em que os passeios são tão estreitos que nem sequer garantem segurança aos peões — Rua do Rego, Rua de Santo Espírito, Rua dos Minhas Terras, Rua da Garoupinha, Rua dos Canos Verdes, Rua da Rocha. Além disso, salvo honrosas exceções, existem passeios em Angra em tão mau piso que até as pessoas com mobilidade se sentem incomodadas”, constatou a candidata popular.

Por outro lado, acrescentou, “não existe qualquer tipo de sinalização para invisuais” e as barreiras arquitetónicas estão até ao nível do acesso a zonas balneares: “Até nos acessos a algumas zonas balneares, como por exemplo na Silveira, apesar do sinal que indica uma zona acessível a todos os cidadãos, o que é certo é que a rampa de acesso ao cais está cheia de pinos que condicionam o acesso de pessoas com necessidades especiais”.

Para Graça Silveira, “Angra não pode continuar a ser um circuito de obstáculos, que impossibilita a vivência em comunidade dos nossos idosos e das pessoas portadoras de deficiência, empurrando-os para o isolamento”, pelo que, apesar de estes serem assuntos há muito identificados, “assumo o compromisso de promover soluções arquitetónicas para que Angra esteja preparada, quer em termos de serviços, quer em termos de infraestruturas, para que cada um possa ter uma vida própria e digna, uma vida independente e autónoma”.

“Queremos uma cidade mais inclusiva, para que todos os Angrenses, sem exceção, possam viver na sua cidade”, afirmou.

 

 

 

 

Foto: CDS-PP Açores

GI CDS-PP/+central

 

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