Graça Silveira é candidata pelo CDS-PP ao município de Angra do Heroísmo

A professora universitária, dirigente regional e deputada do CDS-PP Açores, Graça Silveira, é a candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo nas eleições autárquicas agendadas para o início do próximo mês de outubro.

A apresentação da candidatura decorreu, este domingo ao final da tarde, na Sede do CDS-PP, em Angra do Heroísmo, com casa cheia e presenças notadas como as dos antigos Líderes regionais Rui Meireles e Alvarino Pinheiro. Coube ao Presidente do CDS-PP Açores, Artur Lima, anunciar os nomes dos cabeças de listas à Câmara e Assembleia Municipal da segunda maior cidade do arquipélago, revelando os nomes de Graça Silveira e de Nuno Melo Alves (economista, Dirigente regional e Vereador na Câmara de Angra pelo CDS), respetivamente.

Feitas as apresentações, o Líder dos democratas-cristãos tirou as conclusões: “São duas excelentes escolhas. São pessoas com provas dadas na sua vida profissional e na sua vida política. Os seus currículos falam por si. Os Angrenses têm aqui e agora a oportunidade de escolher uma política diferente para o seu Concelho, uma politica que dê valor a Angra, se escolherem autarcas que valorizem Angra do Heroísmo”.

Nuno Melo Alves, candidato à Assembleia Municipal, traçou os objetivos: “É com alegria e empenho que partimos para este desafio. Partimos com o objetivo mínimo de eleger, pelo menos, um vereador e evitar que o PS repita a maioria absoluta. Nestes quatro anos, como vereador, contra uma câmara com maioria absoluta, posso dizer-vos que foi uma tristeza e uma tortura. As ideias, às vezes, não bastam ser boas. A razão, muitas vezes, está do nosso lado, mas a força não está”, disse, lembrando o mandato 2009-2013, onde o executivo municipal não teve maioria e o CDS, pela mão do líder Artur Lima, contribuiu para que “se tomassem decisões importantes e que ainda hoje perduram a favor dos Angrenses”.

Antes de terminar, Nuno Melo Alves tirou também uma conclusão: “Aconteça o que acontecer nestas eleições, a partir de hoje, Angra tem mais Graça”.

Angra tem mais Graça

Já lá diz o velho adágio que “os últimos são os primeiros”, e a última a falar foi a candidata à presidência da edilidade da cidade Património Mundial, para se comprometer com trabalho, no sentido de contribuir para que Angra “recupere o dinamismo que perdeu”.

“Angra merece voltar a ser uma referência urbanística, cultural, empresarial e turística”, afirmou, ao mesmo tempo que criticou a atual gestão autárquica socialista, propondo “mais investimento público e o aumento do rendimento das famílias” do Concelho.

“É urgente devolver a Angra a capacidade de se reinventar e isso só é possível com uma gestão autárquica ambiciosa. Não adianta dizermos que temos as nossas contas certinhas e não fazer investimento em Angra; não adianta dizermos que temos as contas certinhas e não devolvermos aos Angrenses 5% do seu IRS”, frisou.

Graça Silveira apontou ainda como prioridades a recuperação do comércio tradicional e a melhorias das acessibilidades ao centro histórico da cidade: “É urgente devolver a Angra a capacidade de se reinventar. E isto só é possível com uma gestão autárquica ambiciosa. É fundamental fazermos uma recuperação do nosso património cultural, histórico e religioso, que tem um valor incalculável e que é único no mundo. Sem isto não teremos oferta turística e sem boa oferta turística o turismo em Angra nunca se vai desenvolver. Quem nos visita quer experiências únicas. Temos que desenvolver e recuperar o nosso comércio tradicional. As nossas mercearias, um comércio de proximidade e diferenciado. Querer vir para Angra de carro, hoje, é um suplício, quer em termos de trânsito, quer em termos de estacionamento. Também as acessibilidades marítimas são uma preocupação. Angra foi completamente esquecida. O nosso cais de cruzeiros, que serviu de promessas eleitorais, evaporou-se. O que nos restou foi a rampa ro-ro, que continua no papel”, criticou.

Angra está reduzida a “arraial na Praça Velha”

Natural do Faial, Graça Silveira, de 48 anos, vive em Angra do Heroísmo há 25, onde é professora e investigadora na área de tecnologia agroalimentar na Universidade dos Açores.

E declarou: “Não sou Angrense dos quatro costados, mas sou uma Angrense de coração. Não foi a cidade onde nasci, mas foi a cidade que escolhi, há 25 anos atrás, para viver, quando, no regresso aos Açores, decidi vir dar o meu contributo ao Departamento de Ciências Agrárias da Universidade. E foi em Angra que a minha vida foi abençoada e, essa sim, com uma Angrense muto especial: a minha filha Rosa. Este é o legado mais valioso que já posso deixar a Angra”.

E há diferenças na Angra que Graça Silveira conheceu e que Graça Silveira quer recuperar: “Quando cheguei a Angra, a cidade vibrava de estudantes, de atividade cultural, de vida. Infelizmente, passados 25 anos, Angra do Heroísmo está praticamente reduzida a um arraial na Praça Velha”.

Com “espírito de missão”, mas, sobretudo, “porque Angra precisa e merece pessoas que têm a coragem de dizer presente, de pessoas que não se movem por interesses e cores partidárias, mas por convicções, e acima de tudo, de pessoas que tenham a audácia de querer Angra com mais Heroísmo”, a candidata assume a predisposição de “não deixar que Angra se transforme numa ditadura de pensamento único”. “Angra não pode continuar a tolerar a teimosia. A teimosia até pode ser uma virtude quando é sinal de persistência, mas, rapidamente, se pode transformar num enorme defeito, quando é sinal de prepotência. Em 2012, aceitei o desafio de dar voz aos Açorianos contra uma prepotência velada, mas, cada vez mais, arrogante de uma maioria instalada. Hoje proponho-me fazer exatamente a mesma coisa pelos Angrenses”.

 

 

 

 

Foto: CDS-PP Açores

GI CDS-PP/+central

 

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