Governo suspende Linha Lilás da Atlânticoline devido à ausência do ferry `Mestre Simão´

A secretária regional dos Transportes e Obras Públicas informou hoje que o executivo açoriano decidiu suspender a Linha Lilás (ligação sazonal da Atlânticoline entre a Calheta de São Jorge e Angra do Heroísmo) “até estar disponível o navio que vem substituir o Mestre Simão, e que a Região pretende adquirir”.

Ana Cunha garantiu, no entanto, que “as ligações à ilha de São Jorge permanecem diárias, sendo certo que no verão, essas ligações aumentam para bidiárias”, havendo ainda a garantia, por parte da Atlânticoline que serão asseguradas viagens “nas festividades do concelho da Calheta”, mas sem nada adiantar sobre Angra do Heroísmo.

A titular da pasta dos Transportes salientou ainda que está a ser ponderada, por parte da Atlânticoline, a possibilidade de “se estabelecer uma ligação de autocarro, entre o concelho da Calheta e Velas, nos dias em que o navio estava previsto escalar normalmente a Calheta, de forma a assegurar que, também por essa via, não vem prejuízo para aquele Concelho”.

Já no que diz respeito à Linha Amarela, na operação sazonal que liga todas as ilhas, com exceção do Corvo (servido pela Linha Rosa), este ano, ao contrário do ano passado, disse Ana Cunha, as ligações “serão asseguradas novamente por um navio convencional, juntamente com um navio velocidade rápida”.

A governante informou também que os horários da Linha Amarela, para este ano, serão, como habitualmente, apresentados pela Atlânticoline, na Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre entre o dia de amanhã e o dia 3 de março.

Questionada sobre o modo escolhido para aquisição do navio que substituirá o Mestre Simão, a secretária regional adiantou que essa “é uma situação que dependerá do parecer dos jurídicos que estão a analisar o procedimento, no entanto, o que é importante é que sejam seguidos os procedimentos concursais apropriados e que haja uma disponibilização desse navio no início de 2020, e, portanto, a sua entrega, até final de 2019”.

O presidente da empresa pública de transporte de passageiros e viaturas, Carlos Faias, admitiu vir a recuperar o antigo catamarã “Expresso do Triângulo” para colmatar a ausência do navio `Mestre Simão´, que encalhou no porto da Madalena.

“Aquilo que estamos a fazer é uma avaliação no que se refere ao investimento e viabilidade económica na sua reabilitação, e a avaliação para uma posterior certificação, que está dependente da possibilidade de adaptação do navio aos meios de salvamento que têm de ser introduzidos”, explicou o administrador, em declarações aos jornalistas, após uma audição na Comissão de Economia do parlamento dos Açores, realizada na ilha do Pico.

Segundo Carlos Faiais, “há um conjunto de exigências técnicas” que o “Expresso do Triângulo”, navio que está parado há mais de quatro anos no porto da Horta, alegadamente já não cumpre, em matéria de legislação europeia no que concerne ao transporte marítimo de passageiros.

O administrador da Atlânticoline adiantou que, caso seja viável recuperar o navio, serão necessários cerca de “três meses” de trabalhos em doca seca, para permitir preparar o catamaran para operar durante a época alta, altura em que a empresa transporta maior número de passageiros.

A audição de Carlos Faias na Comissão de Economia do Parlamento dos Açores, bem como da secretária regional dos Transportes, Ana Cunha, surge a pedido dos deputados do PSD, que entendem que o Governo e a empresa pública deviam fretar um navio para compensar a ausência do `Mestre Simão´.

 

 

 

 

 

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1 comentário

    • Valter Regalo on 28 Fevereiro, 2018 at 0:10
    • Responder

    Já sabia que a Calheta é que ficava para trás!

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