Governo quer “união de esforços” para melhorar rendimentos da fileira da carne açoriana

O secretário regional da Agricultura e Florestas apelou ontem à união de esforços para se alcançar uma maior valorização e a melhoria do rendimento de toda a fileira da carne dos Açores, realçando que os números relativos ao abate de bovinos traduzem a procura que existe pela carne regional.

“Nos primeiros sete meses do ano o número de abates na Região cresceu no global 12%, o consumo interno 4% e a exportação cerca de 20%, o que mostra que há procura pela carne dos Açores”, frisou João Ponte, à margem da inauguração do túnel de congelação e da câmara de manutenção de congelados da Cooperativa Verde Atlântico, nas Lajes do Pico.

O governante salientou que o Governo dos Açores, as cooperativas e os agricultores devem trabalhar no sentido de aperfeiçoar, de melhorar a organização, a promoção, o acabamento dos animais, a harmonização das carcaças, para que o setor da carne seja cada vez mais forte, proporcionando mais e melhor rendimento aos agentes desta fileira.

Relativamente aos novos equipamentos na sala de desmancha do Matadouro do Pico, que está concessionada à Cooperativa Verde Atlântico, João Ponte considerou que se trata de “um investimento extremamente importante”, pois permite à cooperativa encontrar novos mercados, que sejam capazes de valorizar mais a carne dos Açores e, deste modo, a Verde Atlântico terá condições para pagar melhor a carne aos produtores.

“É isso que justifica o apoio público que o Governo Regional deu a este investimento, que se insere na estratégia regional para o setor da carne, ou seja, alcançar uma maior valorização, encontrar novos mercados e avançar com a certificação dos matadouros e das salas de desmancha”, salientou João Ponte.

A instalação do túnel de congelação e da câmara de manutenção de congelados na sala de desmancha do Matadouro do Pico representou um investimento superior a 200 mil euros, obtendo uma comparticipação pública de 70%.

“Verificamos que o projeto da Verde Atlântico tem sucesso, apesar de ser um projeto de pequena dimensão, mas tem contribuído, por exemplo, para o crescimento do número de abates de carne com Identificação Geográfica Protegida (IGP)”, disse o secretário regional, indicando que, “nos primeiros sete meses do ano, o abate de carne IGP cresceu 34% na Região, tendo 50% desses abates ocorrido na ilha do Pico”.

 

 

 

Foto: Direitos Reservados

GaCS/+central

 

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