Governo garante que certificação nas Lajes permite maior previsibilidade e flexibilidade na operação civil

O Governo dos Açores realçou ontem que a certificação teve implicações relevantíssimas em termos operacionais, que conferem maior previsibilidade e flexibilidade na operação civil e potenciam a atratividade e competitividade do aeroporto das Lajes, na ilha Terceira.

Em reação às acusações do líder do CDS-PP/Açores, o executivo açoriano revela, em nota publicada no portal oficial na Internet, que a certificação foi feita “nos termos da lei” — Decreto-Lei n.º 55/2010, de 31 de maio — e atestada pelo certificado de aeródromo nº52 emitido pela Autoridade Nacional da Aviação Civil.

“É lamentável que o líder do CDS-PP nos Açores persista na tentativa de ensombrar e desmerecer a certificação, que constitui um marco importantíssimo para a aviação civil nos Açores, em particular para a ilha Terceira, só porque foi este Governo regional e este Governo da República a concretizar o que CDS não conseguiu quando teve responsabilidades governativas ao nível da República”, adianta o Governo regional.

Entre as principais alterações provocadas pela certificação, o executivo açoriano realça o facto de as autorizações para a realização e voos terem passado a ser da responsabilidade da Aerogare Civil das Lajes e a existência de uma redução significativa do período de antecedência dos pedidos de autorização dos voos civis, que passaram de 72 horas para uma, quatro, oito ou 24 horas, consoante os casos.

Segundo o Governo dos Açores, as regras e procedimentos da operação civil passaram a constar de um manual de aeródromo, que não existia, e passou a estar garantida a utilização das placas militares para estacionamento de aviações civis, em caso de falta de capacidade da placa C.

Sobre as criticas ao sistema de raio-x de bagagem de porão, o executivo regional refere “não compromete a operação” e “será substituído quando terminar o seu período de vida útil, que se estima nos próximos dois anos”, acrescentando que o sistema de ‘check-in’ está “preparado para ser ampliado” quando for atingido o limite da sua capacidade, que é de 750 mil passageiros por ano.

Quanto ao reabastecimento de aeronaves com passageiros a bordo, o Governo salientou que é “exceção e não regra”, estando previstas situações excecionais, em “voos que aterraram por motivos de emergência, voos ambulância e voos de altas entidades”.

A certificação da Base das Lajes para a utilização permanente pela aviação civil foi atribuída no dia 23 de julho, dois anos depois de os governos regional e nacional terem assinado um protocolo nesse sentido.

Na altura, a 27 de julho de 2016, já operavam na ilha Terceira as companhias aéreas SATA e TAP, tendo a Ryanair iniciado também ligações à ilha em dezembro desse ano.

Foto: JEdgardo Vieira

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