Governo dos Açores refuta acusações de falta de seriedade política e transparência com funcionários da RIAC

O Governo regional dos Açores refutou hoje as acusações de falta de seriedade política e transparência, por parte da tutela em relação aos funcionários da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC), no que toca às retribuições mensais.

Em resposta a requerimento apresentado pelo grupo parlamentar do PSD/Açores, o executivo regional esclarece que “todos os colaboradores da RIAC recebem, mensalmente, nas suas caixas de correio
eletrónico os respetivos Recibos de Vencimento cujos valores resultantes do processamento lá descrito correspondem, com toda a exatidão, aos valores que são, efetivamente por estes auferidos e, nesse sentido, transferidos para as respetivas contas bancárias, assim, as referidas eventuais discrepâncias que constem do aludido Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos da Administração Regional dos Açores (SIGRHARA) podem verificar-se, apenas, transitoriamente, até que sejam feitos os respetivos lançamentos neste sistema, mensalmente, após o processamento dos vencimentos”, considerando, por isso, “despropositadas as acusações de falta de seriedade política e transparência por parte da tutela”.

No entender do Governo açoriano, “o facto de poderem existir colaboradores que tomem a iniciativa de investir na melhoria das suas competências profissionais é, acima de tudo, sinónimo da sua vontade de investir na sua valorização pessoal, sendo completamente redutora e despropositada a ideia de que seja isto sinónimo de lacunas ao nível do apoio e formação disponibilizados”.

“O funcionamento de toda a rede da RIAC assenta, para além da vertente humana, como é sabido na existência de um conjunto de meios técnicos e materiais, os quais, apesar das rotinas de manutenção preventiva efetuadas, são falíveis e estão sujeitos a avarias de índole diversa que, por vezes, ainda que transitoriamente e por períodos tão reduzidos quanto possível, limitam a prestação de alguns serviços até que seja possível mobilizar todos os meios necessários à sua reparação. Todavia, atualmente, e de forma genérica, a disponibilidade operacional e técnica dos meios da RIAC está significativamente próxima da plenitude, pelo que é absolutamente falsa – não obstante de pequenas avarias transitórias no tempo – a
afirmação generalizada e em sentido alarmista, de que existam muitos equipamentos avariados por várias ilhas da região. A título de exemplo, o referido quiosque da Loja de Ponta Delgada das Flores – apesar de ter estado indisponível durante um curto período – já se encontra plenamente funcional há mais de dois meses a esta parte, continuando disponíveis e operacionais todos os demais equipamentos existentes na ilha. Nenhuma avaria é desejável, no entanto, apesar de não serem evitáveis, diariamente, trabalhamos no sentido de atender o mais brevemente possível à reparação dos equipamentos, no sentido de minimizar os
constrangimentos que possam causar, pelo que também é, uma vez mais, totalmente desproporcionada a acusação feita”, acrescenta o executivo no documento.

Sobre o referido impasse nas negociações com o sindicato sobre as reivindicações apresentadas, o  Governo regional informa que “tem mantido, tanto com os trabalhadores da RIAC, bem como com os seus
representantes, um diálogo honesto e responsável, tendo já sido assumido e transmitido a sua posição em relação às reivindicações apresentadas, sendo, nesse sentido, injustificável aludir ausências de resposta”.

“O Governo Regional tem mantido toda a abertura para trabalhar em conjunto com os trabalhadores da RIAC, bem como com os seus representantes para, no âmbito de um natural processo contínuo de melhoria, assegurar-lhes as melhores condições de trabalho, assumindo, todavia, sempre que essa disponibilidade tem como limite a introdução de situações de tratamento discriminatório que configurem uma situação de injustiça por comparação entre os trabalhadores da função pública que exerçam funções na RIAC e os demais trabalhadores da função pública que desempenhem funções em outros organismos públicos em idênticas carreiras”, esclarece.

 

 

Foto: Direitos Reservados

+central

 

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